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domingo, 30 de dezembro de 2012

O Segredo para um ano mais feliz

 Mons. Jonas Abib

São João Bosco
O mês de janeiro, que começa com a festa de “Maria, a Mãe de Deus”, termina com a fes­ta de São João Bosco. Ele, o santo da juventude, realizou obras mara­vilhosas, especialmente no campo da educação da juventude. Dom Bosco afirmou repe­tidamente: “Foi Ela quem tudo fez!”

Dom Bosco, ao contrário do que muitos pensam, era um homem de um temperamento classificado como “colérico”. Um grande empreende­dor, mas uma pessoa irascível desde os seus tempos de menino. Um homem de temperamento muito forte.

 
São Francisco de Sales
 Como nós conhecemos um Dom Bosco que primava por uma bondade extrema? Que mantinha um relacionamento com todos, espe­cialmente com os jovens; e era cheio de amor, ternura, mansidão, pa­ciência, amabilidade, carinho? Uma pessoa de perfeito autocontrole?

Todas essas qualidades unidas e somadas resultam na palavra italiana “amorevolezza”. Uma linda palavra, mas intraduzível em português. Qual seria, então, o segredo de Dom Bosco?

O segredo é este: consciente do seu temperamento forte, colérico, irascí­vel, determinou-se a “domar” o seu temperamento com o auxílio da graça de Deus, mas também com toda a luta pessoal de um esforço contínuo. Para isso ele escolheu como pro­tetor e modelo São Francisco de Sa­les, o qual, providencialmente, celebra­mos no dia 29 de janeiro.

Francisco de Sales, nobre, inte­ligente, de uma família rica, muito bem sucedido em seus estudos e em todos os seus empreendimentos, era um homem orgulhoso, altivo, vaido­so, autossuficiente e, acima de tudo, portador de um temperamento “colé­rico”. Verdadeiramente uma pessoa irascível e de difícil trato.

Imagine só! Uma pessoa assim, tornou-se o homem verdadeiramente manso e humilde de coração. O santo da bondade e da ternura. Dom Bosco espelhou-se nele, assumiu o seu segredo e trilhou os seus caminhos.

Com muita humildade, mas com toda a veracidade, eu posso dizer: a Canção Nova tem feito de tudo para viver o espírito de Dom Bosco e se­gui-lo na sua luta e esforço contínuo.

Queremos ser como Francisco de Sales! Queremos nos tornar um ou­tro Dom Bosco!

Foi por isso que assumimos a sua pedagogia: o “Sistema Preventivo de Dom Bosco”.

A Canção Nova assumiu o Sis­tema Preventivo de Dom Bosco e o aplica não só na educação dos nossos alunos, no Instituto Canção Nova, mas também no tratamento de todo esse povo que Deus nos confiou. Este é o segredo da eficácia e do crescimento que o Senhor nos tem concedido.

Esta é uma excelente maneira de desejar a você um Feliz Ano Novo! Viva conosco o desafio de assumir o segredo de Dom Bosco, que é o segredo de São Francisco de Sales. O Senhor quer que nós também sejamos homens e mulheres mansos e humildes de coração, seja qual for o nosso temperamento.

Vamos juntos aplicar, na nossa vida e no nosso relacionamento, com as pessoas que nos cercam, o Sistema Preventivo de Dom Bosco.

Feliz 2013!

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova

Fonte: Site da Canção Nova

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Santos Inocentes



Caros leitores, a Igreja celebra hoje o dia dos Santos Inocentes. Esta é uma celebração em homenagem aos meninos assassinados por mandato de Herodes, na tentativa de matar o Cristo recém-nascido. O relato do assassinato destes meninos é encontrado no Evangelho de São Mateus (Mt 2, 16-18). Estes já teriam sido, antigamente, considerados como os primeiros mártires cristãos, mas tudo foi revisto e o título de protomártir foi dado a S. Estevão. A tradição nos indica que foram mais de dez mil mortos. Estudiosos sobre a vida de Herodes negam que tal fato tenha acontecido, mesmo com a comprovação através do Evangelho.
Massacre dos Inocentes
             Tudo começa com os reis magos, que com a ajuda de Herodes chegam até o Menino Jesus. Herodes pede que eles o avisem sobre o Rei que havia nascido, mas um anjo de Deus desviou o caminho dos reis magos e Herodes se sentiu enganado por eles. Daí surgiu a cólera de Herodes que posteriormente seria o pretexto para mandar matar todos os meninos com menos de dois anos em Belém e nas redondezas. O relato do acontecido apareceu no Evangelho de Mateus, cerca de oitenta anos depois.
A festa que hoje celebramos foi instituída pelo Papa São Pio V e nos ajuda a viver com profundidade este tempo da Oitava do Natal. Além do mais, nos proporciona um momento de reflexão, afinal, muitos inocentes são mortos hoje por razões desumanas como o aborto e a própria pobreza que assola o mundo inteiro.

Curiosidade

            Durante a Idade Média, alguns bispados (dioceses) possuíam o coro das crianças – daí a origem do nome coroinha – e  a festa dos Santos Inocentes era destinada propriamente para eles. Era uma grande festa que começava no dia 27 de dezembro com as primeiras vésperas e acabava n tarde seguinte. Entre os cantores meninos, escolhia-se um para ser o bispo, eles usavam as estolas dos cônegos e cantavam no lugar deles. Este que era chamado de “bispo improvisado” presidia os ofícios, entoava o invitatório e o Te Deum e algumas outras funções litúrgicas destinadas aos maiores. O “bispinho” tinha seu báculo retirado ao ser entoado a frase “derrubou os poderosos de seus tronos”, no Magnificat. Por fim, o derrubado oferecia aos seus colegas um grande banquete, a expensas do cabido e voltava para seu lugar de costume.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Dia de Nossa Senhora de Guadalupe

Neste dia 12 de dezembro, a Igreja venera Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América.

Ela será recordada também no Vaticano, com uma solene celebração eucarística presidida pelo Card. Marc Ouellet, Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), na Igreja de Santa Maria in Traspontina.

Esta missa marcará o encerramento do Congresso Internacional “Ecclesia in America”, nos 15 anos da publicação da Exortação Apostólica pós-sinodal de João Paulo II.

Nossa Senhora de Guadalupe foi a referência espiritual deste Congresso, que quis ressaltar a comum identidade cristã de todos os povos da América.

O documento de João Paulo II, aliás, insistia neste ponto: na América como uma única realidade. Como ressalta o Arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Dadeus Grings, que participa deste Congresso:

“O maior dom que a América recebeu do Senhor é a fé que forjou sua identidade cristã”, lê-se na Exortação Apostólica. Todavia, a evangelização da América não é somente um dom do Senhor; é também fonte de novas responsabilidades. “Consciente da grandeza dos dons recebidos, a Igreja peregrina na América deseja partilhar a riqueza da fé e da comunhão em Cristo com toda a sociedade, e com cada um dos homens e mulheres que vivem em terra americana.”

Sobre o legado da Exortação Apostólica “Ecclesia in America”, vamos ouvir o Secretário-Geral da CNBB, Dom Leonardo Stein:

Passados quinze anos, o panorama religioso, cultural, político e econômico do continente mudou em alguns aspectos.

Na esfera civil, entre os aspectos positivos da América de hoje, assinala-se a crescente afirmação em todo o Continente de sistemas políticos democráticos e a progressiva redução dos regimes ditatoriais.

Já em 1999, o avanço das seitas preocupava a Igreja em todo o continente, assim como a questão ecológica: “Quantos abusos e prejuízos ecológicos não há inclusive em muitas regiões americanas!”, lê-se no texto. Problemas como migração, corrupção, consumo e comércio de drogas, corrida armamentista, respeito pelos direitos humanos estão contidos na Exortação Apostólica.

Por isso, a opção de amar de modo preferencial os pobres foi, mais uma vez, confirmada.



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Tempo do Advento II - Duração e Espiritualidade



Caros leitores, o tempo do Advento é um mergulhar profundo em nossa mística cristã. Com esse tempo litúrgico, somos convidados não somente a fazer uma preparação para o Natal, mas também de voltarmos para nós e nos preparar para a segunda vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Um tempo de espera e esperança alegres no Senhor.

O Advento propriamente dito começa com as I Vésperas do I Domingo, geralmente dia 30 de novembro, ou no domingo que lhe fica mais próximo. Esse ano no dia 02 de dezembro. Este período termina com a celebração das I Vésperas da Solenidade do Senhor, no dia 24 de dezembro à tarde, exclusive, num total de quatro semanas. Ao longo dos quatro domingos, meditamos no Evangelho a preparação para a vinda do Senhor, ao que Ele mesmo nos exorta: “Vigiai e orai”. (Mt 25,13)

Estamos no Ano Litúrgico C, onde meditamos o Evangelho de São Lucas. Ao longo dos quatro domingos do Advento, as temáticas do Evangelho são:


1º Domingo do Advento – Vigiai e Orai
 Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”. Lc 21,36.

2º Domingo do Advento – João Batista (Preparai os caminhos do Senhor)
Preparai os caminhos do Senhor, endireitai suas veredas. Lc 3,4

3º Domingo do Advento – O Precursor
Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Lc 3,16

4º Domingo do Advento – Visitação de Maria
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Lc 1,42

Os dias de semana

"Preparai os caminhos do Senhor"
Os dias de semana do período do Advento são caracterizados por dois grandes momentos. A primeira preparação, que começa no início do Advento e vai até o dia 16 de dezembro, é caracterizada pela preparação para a segunda vinda do Senhor. Os textos das Missas Feriais são voltados ao relato do povo que esperava a vinda do Salvador e a promessa de Deus por dar um Salvador. Durante esse período, as principais leituras são tiradas dos livros proféticos, especialmente o profeta Isaías.
O segundo período, que começa no dia 17 e vai até dia 24 (uma semana), está voltado à preparação para a primeira vinda de Cristo, o Natal propriamente dito.
Portanto, o Advento tem uma dupla característica: preparação para a primeira vinda de Jesus Cristo e uma lembrança para nossa preparação para a segunda e definitiva vinda de Cristo. A liturgia do Advento tem a função de unir esses dois elementos, essas duas preparações. De qualquer forma, estamos diante de um único mistério, de uma única vinda, no sentido de que a primeira já inicia aquilo que será levado a cumprimento na segunda.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Celebramos hoje Nossa Senhora do Rocio

 Caros leitores, celebramos neste dia 15 de novembro, o dia de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Estado do Paraná. Peçamos a Maria Santíssima que interceda por nós junto a Deus, para que todo o nosso Estado receba copiosas bênçãos dos céus. Neste dia 15, também celebramos o 123º aniversário da Proclamação da República, que Maria esteja ao lado de todos os brasileiros e ilumine nossos governantes para que sejam estejam sempre atentos ao modelo de vida cristã e defendam aquilo que diz respeito ao nosso caráter cristão de ser.

Nossa Senhora do Rocio, rogai por nós!




Nossa Senhora do Rosário do Rocio, eu Vos saúdo Rainha do céu e da terra, do estado do Paraná. Eu Vos saúdo refúgio dos necessitados, cuja misericórdia de Deus, conduzida por Vossas mãos intercessoras, jamais faltou.
Dai-me a graça de ser discípulo missionário de Jesus, na busca incessante de viver a Palavra de Deus. Transformai a minha vida em um Santuário de amor, onde Jesus seja o centro.
Consagro-me a Vós, e cheio de confiança, tomo-Vos de hoje para sempre por minha Mãe e intercessora. Em Vossas mãos renovo as promessas do meu batismo; renuncio a toda forma de egoísmo, para viver e promover o reino de Deus. Mãe do Divino Orvalho, que cura e salva, com amor quero propagar a Vossa devoção.
Nossa Senhora do Rosário do Rocio, envolva o meu ser em Vosso olhar de amor e proteção. Mergulhado nos mistérios da encarnação, morte e ressurreição de Jesus, conduza a minha vida para o coração de Deus na ação do Espírito Santo, por Cristo Nosso Senhor. Assim seja, amém!


sábado, 3 de novembro de 2012

São Martinho de Lima



Caros leitores, celebramos hoje o dia de São Martinho de Lima, co-padroeiro do Peru, nosso país vizinho. Martinho foi um grande santo da caridade e dedicou-se especialmente ao cuidado dos pobres e marginalizados e dos enfermos. Sua situação familiar era complicada, pois Martinho era filho de um espanhol – João de Porres – e de uma escrava negra libertada – Ana Velásquez. Martinho sofria duros preconceitos, primeiro por ser um filho ilegítimo e depois por ser negro. Chegando aos quinze anos, Martinho manifestou o desejo de ser religioso. Para tal, foi como que doado como escravo à Ordem Dominicana (de São Domingo de Gusmão, ou Ordem dos Pregadores). Martinho não era bem um religioso, mas sim um irmão cooperador, o grau mais baixo da ordem religiosa e fazia os trabalhos duros do convento.

Depois, foi oferecido para Martinho, uma ordem maior dentro da congregação. Perguntado sobre isto e se aceitaria participar desta ordem maior, Martinho respondeu:

“Eu estou contente neste estado — respondeu ele — porque no serviço de Deus não há inferiores nem superiores, e é meu desejo imitar o mais possível a Nosso Senhor, que se fez servo por nós”

A fama de Martinho se espalhava e muitos falavam que ele curava as pessoas e, não obstante a isso, era conhecido por ter uma profunda vida mística. Certa vez o bispo de La Paz passava por Lima e estava com uma grande doença no peito, ao que hoje podemos chamar e conhecer como tuberculose. O bispo ouviu falar do Frei Martinho e pediu que ele fosse fazer uma oração para o bispo. Com o simples tocar de sua mão, Martinho curou o bispo.

Um fato curioso é que Martinho era grande amigo da padroeira do Peru, Santa Rosa de Lima. Os dois tinham grande amizade e profundo contato místico. Martinho, com o corpo gasto pelo excesso de trabalho, jejum contínuo e penitência, faleceu aos 60 anos de idade, em 1639. Martinho foi beatificado em 1837 pelo Papa Gregório XVI e canonizado pelo Papa João XXIII em 1962. A sua festa litúrgica celebra-se a 3 de novembro. É o santo patrono dos mestiços católicos.
Abaixo, publicamos um trecho da homilia do Papa João XXIII na Canonização de São Martinho que é a Segunda Leitura do Ofício das Leituras deste sábado.


Da Homilia do Beato João XXIII na Canonização de São Martinho de Lima

Com o exemplo da sua vida, Martinho mostra nos como é possível chegar à salvação e à santidade pelo caminho que Jesus Cristo indica, a saber, se antes de tudo amamos a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma e com todo o nosso espírito; e, em segundo lugar, se amamos o nosso próximo como a nós mesmos.
Ao compreender que Jesus Cristo padeceu por nós e carregou os nossos pecados no seu corpo sobre a cruz, acompanhou com singular amor o Crucificado; e, ao contemplar os seus cruéis tormentos, não podia dominar a emoção e chorava abundantemente. Amou também com especial amor o santíssimo sacramento da Eucaristia, ao qual dedicava com frequência longas horas de oculta adoração diante do sacrário e do qual desejava alimentar se com a maior frequência possível.
Além disso, seguindo as exortações do divino Mestre, São Martinho amou os seus irmãos com profunda caridade, nascida duma fé inquebrantável e dum coração


SÃO MARTINHO DE LIMA, ROGAI POR NÓS

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Papa Bento XVI retoma o uso do fanon





Caros leitores, quem assistiu a canonização no último domingo, presidida pelo papa Bento XVI, pode ter reparado que o Pontífice usou um paramento que não estamos muito acostumados a ver. Mas, o que seria aquele pano branco por cima de sua casula? É o que vamos descobrir com este post.
            A palavra Fanon em grego significa manifestação, epifania. Ou seja, mostrar opinião em algo, demonstrar e manifestar. Na história da Igreja, os papas usavam o fanon sempre em ocasiões solenes. Convém dizer que o uso do fanon é exclusivo do papa, pois é uma veste própria do Vigário de Cristo. Da mesma maneira que somente o bispo pode usar o báculo pastoral. Desta forma, já podemos entender o porque de o papa ter usado o fanon domingo. 

Papa Bento XVI usando o Fanon por baixo do pálio

Na realidade, era costume o uso não somente em ocasiões solenes, mas sobretudo quando o santo padre tomava alguma decisão importante para Igreja e para os fieis e que exigia a ação da Espírito Santo para não se cair em erro. Portanto, uma dessas ocasiões é uma canonização. Além do mais, o uso do fanon neste ano faz todo sentido com o rito de canonização. Até o ano passado, o rito era feito logo após o ato penitencial e era muito longo, composto pelo pedido de canonização, leitura da biografia dos santos e fórmula de canonização. Assim sendo, o rito para esse ano foi mudado. A razão – explica Mons. Guido Marini, mestre de cerimônias pontifícias – é para que se conserve o silêncio na liturgia, principalmente pelas manifestações que haviam logo após a canonização: palmas, gritarias e agitamento de bandeiras. O desejo do cerimoniário do papa foi voltar ao rito antigo de canonização e conservar o silêncio na liturgia. Por fim, o rito da canonização agora é feito antes da Santa Missa começar. Na verdade, a procissão de entrada começa com a Ladainha de Todos os Santos, depois é feito o pedido de canonização.
            Aqui que gostaria de me ater um pouco. Quando falei acima sobre a coerência entre o uso do fanon e a fórmula de canonização é justamente sobre a autoridade do Vigário de Cristo – o papa – impulsionado pelo Espírito Santo. Por isso que antes da fórmula oficial da canonização é feita a invocação do Espírito Santo, através do hino Veni Creator (Vinde Espírito Criador).  Antes do canto, o santo padre introduz os fieis com as seguintes palavras: “roguemos ao Espírito Santo para que nos ilumine neste momento e não permita que erremos em algo tão importante”.
Última vez que o fanon papal foi usado
            A última vez que o fanon foi usado foi por volta de 1980, com o Beato João Paulo II. Com tudo isso tiramos a seguinte reflexão: de que os pequenos aspectos e símbolos da liturgia tem grande significado e nos ajudam a celebrar melhor. Aliás, nesta Missa de Canonização podemos encontrar vários elementos que nos ajudam a celebrar melhor, principalmente de unidade com a Igreja Oriental, expressa pela proclamação do Evangelho e grego e nas listras verticais do fanon, que simbolizam a união entre as Igrejas Ocidentais e Orientais. Mas, o que mais nos chama a atenção é a preocupação do santo padre pelo silêncio na liturgia, sem palmas, gritarias, danças ou outros tipos de manifestações. Lembremos, a liturgia é um momento sagrado. O Cardeal africano Dom Desmond Tutu, dizia que se queremos dançar devemos procurar outro lugar e não a Santa Missa.
Salvemos a liturgia para que ela nos salve! Podemos pensar: “ah! mas isto serve só lá em Roma, aqui no Xaxim, na Paróquia de São Lucas e Nossa Senhora do Carmo, posso fazer do meu jeito”.  Não é bem assim, jamais poderemos ter uma mentalidade dessas. Lembremos, o Papa é o Vigário de Cristo na terra, sucessor dos Apóstolos e pastor da Igreja. Portanto, seus conselhos, ou melhor, suas ordens valem para toda a Igreja Católica, pois o Papa é o pastor de toda a Igreja, não só de Roma.

Aqui embaixo temos imagens de antigos papas que usaram o fanon:

Paulo VI
Beato João XXIII

Venerável Pio XII

Bento XV

São Pio X
Crédito das fotos: Blog Sancta Missa

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