|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Páginas
Mostrando postagens com marcador Espírito Santo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espírito Santo. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Mais um ano começa!
Caros leitores, com grande alegria iniciamos hoje o ano de 2014. Nada melhor que pedir as luzes do Espírito Santo sobre o nosso ano e nossas atividades. Rezemos juntos o Veni Creator:
sábado, 18 de maio de 2013
Veni Creator
Caros leitores, estando às vésperas
da celebração de Pentecostes, queremos trazer para vocês um pouco sobre a
história do Veni Creator, um hino muito antigo e conhecido da Igreja.
Segundo
relatos, este hino foi composto no século IX por Rabano Mauro. O hino é uma
invocação ao Espírito Santo e é cantado na celebração de Pentecostes e nas
Vésperas da Liturgia das Horas na semana entre a Ascensão do Senhor e
Pentecostes. O hino também é usado em outras ocasiões: entrada do conclave para
eleição do novo papa, ordenações episcopais, canonizações e no Sacramento da
Confirmação.
Eis
o hino:
![]() |
|
Veni,
creator Spiritus
mentes
tuorum visita,
imple
superna gratia,
quae tu
creasti pectora.
|
Vinde,
Espírito criador,
visitai as
Vossas almas;
enchei com
a graça do alto
os corações
que criastes.
|
|
Qui diceris
Paraclitus,
altissimi
donum Dei,
fons vivus,
ignis, caritas
et
spiritalis unctio.
|
Sois
chamado Consolador (Paráclito),
altíssimo
dom de Deus,
fonte viva,
fogo, caridade
e unção
espiritual.
|
|
Tu
septiformis munere,
digitus
paternae dexterae
tu rite
promissum Patris
sermone
ditans guttura.
|
Vós que
sete dons tendes,
o dedo da
direita de Deus,
solene
promessa do Pai
que as
palavras inspirais.
|
|
Accende
lumen sensibus,
infunde
amorem cordibus,
infirma
nostri corporis,
virtute
firmans perpeti.
|
Iluminai os
sentidos,
infundi o
amor nos corações,
fortalecei
os nossos corpos
fortalecei-os
[de virtude] para sempre.
|
|
Hostem
repellas longius
pacemque
dones protinus;
ductore sic
te praevio
vitemus
omne noxium.
|
Afastai
para longe o inimigo,
dai-nos a
paz sem demora;
e assim
guiados por Vós,
evitaremos
todo o mal.
|
|
Per te
sciamus da Patrem
noscamus
atque Filium,
te
utriusque Spiritum
credamus
omni tempore.
|
Fazei-nos
conhecer o Pai,
e
revelai-nos o Filho,
para
acreditar sempre em Vós,
Espírito
que de ambos procedeis.
|
|
Deo Patri
sit gloria,
et Filio
qui a mortuis
Surrexit,
ac Paraclito,
in
saeculorum saecula.
Amen.
|
Glória seja
dada ao Pai,
e ao Filho,
que da morte
ressuscitou,
e ao [Espírito] Paráclito,
pelos
séculos dos séculos.
Amen.
|
Novena de Pentecostes: Nono Dia
Nono dia: O DOM DE PIEDADE (para com o próximo)
TODOS -
Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos fiéis; enchei de graça
celestial os corações que vós criastes; Vós, que sois chamado o Consolador, o
Dom do Deus Altíssimo, fonte viva, fogo, caridade e unção espiritual.
LEITOR - Hoje completamos a nossa meditação sobre
os sete dons do Espírito Santo, e pedimos luz ao Paráclito para compreender bem
a segunda manifestação do dom de Piedade, que - como víamos ontem - é a piedade
para com o próximo. Como definiríamos esse dom? Com certeza, aqui também nos pode
ajudar o que dizia João Paulo II, que, aliás, já lembramos no último encontro:
“Mediante o dom de piedade, o Espírito Santo sana em nosso coração todo tipo de
dureza e o abre à ternura para com Deus e para com os irmãos”. Sobre esse
último aspecto, o Papa acrescentava que o dom de piedade nos comunica a ternura
em forma de uma “abertura autenticamente fraterna para com o próximo, que se
manifesta na mansidão”. Ao mesmo tempo, dizia que esse dom “extingue no coração
todos os focos de tensão e divisão, tais como a amargura, a cólera e a
impaciência; e alimenta a alma com sentimentos de compreensão, de tolerância e
de perdão”. Não acham que é um fantástico panorama de amor cristão? Não é isso
o que todos nós desejaríamos praticar?
TODOS -
Meu Deus, só por causa dessas palavras que acabamos de ouvir já dá vontade de
parar e meditar sobre tantas falhas diárias de amor que nós temos. Muitas
faltas de caridade! Que pena que muitas vezes nem nos demos conta delas e até
achemos que são naturais! Supliquemos a Deus que perdoe a nossa falta de
“ternura”, e nos conceda a piedade tal como João Paulo II a descreve.
LEITOR - Acho que agora, que reconhecemos isso,
estamos em condições de meditar me-lhor sobre as palavras do Papa. Sem dúvida,
todos nós já percebemos que João Paulo II fala, em primeiro lugar, da
“mansidão”, como manifestação de “ternura fraterna”. E lembra que, para vivê-la
bem, é preciso “extinguir os focos de tensão e divisão”, e concretamente: “a
amargura, a cólera e a impaciência”. Parece-me natural que Jesus, que nos deu
como mandamento principal o do amor a Deus e ao próximo, tenha pedido que
pratiquemos a mansidão, porque sem ela o amor ao próximo fica abalado. Aprendei
de mim - dizia Cristo - que sou manso e humilde de coração. Não é
por acaso que Ele coloca juntas essas duas virtudes, a humildade e a mansidão,
porque são duas irmãs gêmeas, inseparáveis. Sem humildade é impossível ter
mansidão. A maior parte dos pecados de ira, como as explosões de cólera, as
irritações, as raivas e as impaciências procedem da falta de humildade, de que
nos colocamos como centro de tudo, e qualquer coisa que nos contraria ou nos
humilha provoca em nós uma reação de orgulho ferido, de irritação, de protesto.
A respeito disso, vou sugerir que meditemos, fazendo depois uma pausa de
reflexão silenciosa, umas palavras impressionantes de São Paulo, na sua Carta
aos Colossenses. São as seguintes: Deixai de lado a ira, animosidade,
maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca… Como eleitos de Deus,
santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade,
humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos
mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra alguém. Como o Senhor vos
perdoou, assim perdoai também vós. (Pausa de silêncio)
TODOS - É
bem claro que o orgulho é a raiz venenosa da falta de amor ao próximo. Mas,
como podemos vencer o orgulho e adquirir a humildade? Como conseguiremos
extinguir os focos de divisão, a amargura, a cólera e a impaciência?
LEITOR - Em primeiro lugar, rezando, pedindo
humildemente: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração
semelhante ao vosso”. Em segundo lugar, colaborando com esta graça que pedimos
- no caso, o dom de piedade - por meio da nossa luta para purificar a alma dos
nossos maus sentimentos e maus hábitos, dos defeitos do nosso mau caráter, que
são como espinhos que ferem o próximo. Alguns autores espirituais recomendam
fazer exercícios de paciência: 1) Não repreender quando sentimos a indignação
pela falta cometida - como diz São Jo-semaria Escrivá. Esperar até acalmar; 2)
Fazer o esforço de escutar pacientemente a todos, se possível com um sorriso
dos lábios; 3) não queixar-nos nem andar comentando a toda a hora as nossas
dores de cabeça, de barriga ou de coluna nem, em geral, qualquer outro tipo de
mal-estar, mas oferecer a Deus o sofrimento, e fazer boa cara; 4) Não usar
nunca as frases do Dicionário da Impaciência: “Você sempre faz isso!”, “De
novo”, “Já é a terceira vez!”, “Já estou cansado”, etc.,
etc.; 5) Evitar cobranças insistentes e antipáticas, e ajudar os outros
com paciência, lembrando-lhes sem rispidez as coisas que esqueceram e
estimulando-os a fazê-las; 6) não implicar com pequenos maus hábitos ou
cacoetes dos outros, mas deixá-los passar como quem nem repara neles: mania de
bater na cadeira, de fazer ruído com a boca, de deixar luzes acesas e portas
abertas; 7) saber repetir calmamente as nossas explicações a quem não as
entende; 8) não buzinar na rua com raiva, e nunca olhar para a cara do
motorista “barbeiro” (não vendo-lhe a cara, é difícil ter raiva dele); 9) rezar
quando a ira começa a ferver, como aquela mãe impaciente que se tornou
“rezadora”, e dizia nessas horas: “Mãe de misericórdia, rogai por nós (por mim
e por esse moleque danado)”; e, quando começava a estourar uma discussão
conjugal: “Meu Deus, que eu veja aí a cruz e saiba oferecer-Vos essa
contrariedade! Rainha da paz, rogai por nós!”… São só alguns exemplos. Mas já
veem que isso ficou muito longo. E o que fazer, para praticar esse outro
aspecto da piedade, que é a compreensão e o perdão, tão difíceis de viver?
Sobre a compreensão, muitos bons orientadores espirituais aconselham a
fazer-nos estas perguntas: Eu amo só a “imagem ideal” que fiz dessa pessoa que
não consigo compreender, aquela imagem com que sonhei (por exemplo, quando
iniciei o namoro), ou estou disposto a amar a “imagem real”, ou seja, a pessoa
real que convive comigo dia-a-dia, a pessoa como ela é? - Porque a tal “imagem
ideal” (o que nós gostaríamos que os outros fossem e nos achamos no direito de
exigir-lhes que sejam) nos impede de “entender”, de “compreender” a pessoa
real, de ver por que é assim, por que responde assim, por que age assim. Só
após um sério esforço de compreensão é que podemos amá-la - querê-la bem - e
ajudá-la pouco a pouco, com paciência, a ser melhor. Dá para entender? Sei que
isso exigiria uma longa conversa, mas o tempo não nos permite tê-la.
TODOS -
Mas, mesmo que seja brevemente, ainda há tempo de nos perguntar-mos, a respeito
do perdão, o que fazer quando não conseguimos perdoar as pessoas que nos
ofendem ou prejudicam, mesmo querendo perdoar, mesmo sabendo que Jesus nos pede
isso: perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido?
LEITOR - Para dar uma resposta breve, talvez a
melhor coisa seja recordar o conselho que dá o Catecismo da Igreja Católica (n.
2843): “Não está em nosso poder não mais sentir e esquecer a ofensa; mas o
coração que se entrega ao Espírito Santo transforma a ferida em compaixão e
purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”. Quer dizer, nós nem
sempre somos donos das nossas emoções e sentimentos, mas podemos fazer duas
coisas: esforçar-nos por ver o pecado do outro como o que é aos olhos de Deus,
uma ferida que o machuca sobretudo a ele mesmo, e termos dor disso; e, depois,
rezar - aí está a “intercessão” - mesmo que não “sintamos” afeto ou simpatia
pela pessoa por quem rezamos.
TODOS -
Que bonita é a expressão do Catecismo, que fala de sermos “um coração que se
entrega ao Espírito Santo”. Agora que este encontro está chegando ao fim, vamos
fazer essa entrega, pelo menos com o desejo: - Divino Espírito Santo, Deus,
Amor, eu quero entregar-vos o meu coração. Aceitai-o, ainda que esteja manchado
e seja fraco e, como reza a I-greja, “acendei nele o fogo do vosso Amor”, para
eu possa transmiti-lo aos outros em forma de compreensão e de perdão. Divino
Espírito Santo, nós vos agradecemos, e ficamos com a convicção, bem clara e
definitiva, de que só o Amor, o vosso Amor, é capaz de “renovar a face da
terra”.
LEITOR - Encerrando o nosso nono dia, o último dia
da novena, eu sugeriria, como propósito concreto, examinar com toda a
sinceridade as nossas faltas de ternura, de mansidão, de paciência, de
compreensão e de perdão; e começar propondo-nos alguns “exercícios” práticos de
paciência e caridade, semelhantes aos que há pouco nos foram lembrados.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Novena de Pentecostes: Oitavo Dia
Oitavo dia: O DOM DE PIEDADE (para com Deus)
TODOS - Ó
Deus, fonte de
toda a piedade e santidade, derramai em nossas almas a graça do Espírito Santo e
fazei com que, movidos pelo dom de piedade, tratemos
convosco com a afeição dos filhos muito amados.
LEITOR - Hoje vamos meditar sobre o dom de Piedade,
mas, antes de começar, precisamos fazer um esclarecimento. A palavra piedade,
na linguagem cristã, tem dois sentidos. Significa, por um lado, devoção,
relacionamento afetuoso com Deus, com Maria, com os Anjos e com os santos. Por
outro, significa compaixão, dó, atenção carinhosa aos males, desorientações e sofrimentos
do próximo. Neste dia consideraremos apenas o primeiro sentido. Qual poderia
ser, então, uma primeira definição do dom da Piedade para com Deus? O Papa João
Paulo II diz que é o dom que cura a dureza do nosso coração e o abre à ternura
para com Deus; um dom que cria em nós sentimentos de carinho filial e de
profunda confiança em Deus, a quem vemos como Pai providente e bom. É deste dom
que falava São Paulo, quando dizia: A prova de que sois filhos é que Deus
enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho - o divino Espírito
Santo - que clama “Abá”, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho.
O Espírito Santo é o grande fruto da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Ao
redimir-nos, Ele ganhou para nós o dom do Espírito Santo, o mesmo Espírito de
Amor que inundava a sua alma e o fazia invocar seu Pai celestial com essa
palavra aramaica, que São Paulo cita duas vezes: Abá (Pai, Papai,
Paizinho), uma palavra que os primeiros cristãos conservavam e repetiam com
imenso carinho.
TODOS -
Pai nosso, que estais nos Céus e nos nossos corações, concedei-nos o dom de
piedade, que nos ajude a viver como filhos muito amados de Deus; a pensar como
filhos, a vos tratar como filhos, a corresponder ao vosso amor com carinho de
filhos.
LEITOR - Sabem qual é uma das primeiras coisas que
o Espírito Santo nos ajuda a fazer, com o dom de piedade? Pois bem, a primeira
coisa é ensinar-nos a orar, a conversar de maneira íntima e confiada com Deus.
São Paulo diz, na Carta aos Romanos, que nós não sabemos orar como convém,
mas que o Espírito Santo intercede por nós, e nos ajuda a fazer
verdadeira oração, auxiliando-nos com seus gemidos, suas inspirações
inefáveis. É tão fácil cair no engano de fazer uma oração que não seja
verdadeira oração! É o caso, por exemplo, das pessoas que só rezam quando estão
muito preocupadas e aflitas, mas depois se esquecem totalmente de rezar e até
de agradecer; ou dos que caíram na rotina ruim: pessoas que fazem habitualmente
umas rezas por puro costume, mas de modo mecânico, sem pensar no que dizem, nem
colocar o coração em Deus, nem se preocupar por melhorar um pouco. A essa
oração, Santa Teresa chamava “chacoalhar de latas”. E vocês sabem o que é ainda
pior do que isso? É dizer que, como é tão fácil se distrair ao rezar, é melhor
só fazer oração nos momentos em que temos vontade de orar e “sentimos” o
gostinho da oração. Confundem a oração com o bolo de chocolate. A oração deles,
no fundo, é uma “oração de consumo”, quer dizer, que só a fazem quando lhes dá
prazer. Da mesma maneira que assistem cinema, vão passear ou tomam sorvete de
maracujá só quando têm vontade. Essas pessoas confundem a autenticidade com seu
gosto e prazer pessoal. Dizem: Só vou à Missa quando sinto vontade, não quero
ir se não “sinto”; ir sem vontade, só por obrigação, não seria autêntico. Que
erro tremendo! Os maiores atos de amor custam sacrifício, constituem deveres
importantes (por exemplo, a mãe e o pai que sacrificam tantas coisas pelos
filhos) e muitas vezes têm que ser feitos a contragosto, contra as nossas
“vontades”, mas querendo (com uma decisão da vontade). A mãe sacrificada sente
vontade de descansar, de se divertir, mas “dá o sangue” pelo filho. Como é fácil confundir a “vontade” - que é a
capacidade de escolher, decidir e querer o que é bom, ainda que custe - com as
“vontades”, que não passam de desejos volúveis e de caprichos pessoais. Jesus
praticou o máximo ato de amor, que foi dar a vida por nós na Cruz, querendo-o
com toda a força da sua “vontade”, mas sem sentir “vontade” nenhuma: Meu Pai
- dizia no Horto - se é possível afasta de mim este cálice! Todavia não
se faça o que eu quero, mas o que tu queres . Por que
nós não somos capazes de amar Deus assim? Ele, por exemplo, nos chama
na Missa, ele nos
espera na Missa, ele se entrega a nós na Missa…, e nós
respondemos dizendo-lhe que “não temos vontade”. Paremos um
instante para meditar nisso. (pausa de silêncio)
TODOS -
Realmente é absurda essa falsa autenticidade, e é uma tentação forte, não só
para adolescentes e jovens, mas também para pessoas que se julgam muito
maduras. Que Deus nos livre de ter uma religião “de consumo”, esse tipo de
religião que se pratica só para obter vantagens ou para “sentir-se bem”; ou
seja, para agradar-nos a nós mesmos, e não para agradar a Deus.
LEITOR - Acho que seria bom que todos nós, com
muita humildade, pedíssemos a Jesus, como os Apóstolos: Senhor, ensina-nos a
orar! E, com certeza, nosso Senhor nos responderá, como respondeu a eles: Quando
orardes, dizei: Pai. É para isso que o dom de Piedade nos é dado, para que
a oração seja, acima de tudo, um ato de amor filial. Essa oração de filhos é como o
arco-íris: tem muitas cores. Umas vezes basta dizer: “Meu Deus, eu te amo!”.
Outras, limitar-se a ficar diante do sacrário como aquele lavrador que
explicava ao Santo Cura d’Ars o tipo de oração que fazia: “Eu olho para Ele, e
Ele olha para mim”. Outras é ter a simplicidade de pedir o que necessitamos,
sobretudo para a nossa alma e para o bem dos outros. Será que nos esquecemos da
insistência tremenda com que Jesus nos move a pedir: Pedi e recebereis,
buscai e achareis, batei e vos será aberto… Se vós, sendo maus, sabeis dar
coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos
que lhe pedirem. Isso prova que Deus gosta da nossa petição
confiante e a deseja, desde que esteja impregnada do espírito da segunda
petição do Pai-nosso: seja feita
a vossa vontade, assim na terra como no céu. E, ainda
poderíamos acrescentar que é muito bom fazer orações que consistam apenas em
dar graças; ou em ficar lendo e contemplando a vida de Jesus e de Maria; ou em
dizer com simplicidade: “Senhor, que não sei fazer oração”, mas quero
dedicar-vos esse
tempo, mesmo que
seja só para vos fazer companhia e repetir: “Senhor, ajudai-me”. E,
além disso, vamos lembrar como é bom rezar todos os dias as orações da manhã e
da noite; e, sempre que possível, rezar o “Anjo do Senhor” ao meio-dia; e -
tomara que todos nós o fizéssemos - o Terço, que é a oração preferida de Nossa
Senhora: Ela a ama tanto, que a recomendou pessoalmente quando apareceu em
Lourdes e Fátima… Tudo isso nos traz ao
pensamento como Cristo gosta de que sejamos simples de coração: Se não vos
fizerdes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. As
crianças não se complicam, sabem que são fracas, pequenas, que dão
tombos e se machucam, que fazem tolices; mas, depois de umas lagriminhas nos
braços da mãe ou do pai, voltam a brincar contentes, porque
sabem que são queridas e se sentem protegidas; elas confiam totalmente nos pais. Pois, olhem, justamente
essa confiança filial é um dos frutos específicos do dom de Piedade, como
recorda João Paulo
II, com umas
palavras que citávamos anteriormente: o dom de Piedade - diz o papa - enriquece
a alma “com
sentimentos de profunda confiança para com Deus, experimentado como Pai
Providente e Bom”. É maravilhoso constatar que essa confiança pode
ser vivida a cada hora, a cada minuto da nossa vida, da maneira mais simples do
mundo, exercitando a fé na Providência, compreendendo que nosso Pai Deus nos
acompanha com carinho a cada instante, como dizia Jesus: Não vos inquieteis;
vosso Pai vê; vosso Pai sabe; não cai um passarinho do ninho sem a sua licença.
Sim, Deus nos
acompanha com zelo amoroso e, muitas vezes, as horas em que ele está
mais perto de nós são justamente aquelas em que - por causa de um sofrimento, de uma
contrariedade - achamos que nos abandonou… mas, como
dizia São Paulo: Deus faz
concorrer todas as coisas para o bem daqueles que o amam. Por isso
nos ajuda tanto fazer muitos atos de presença de Deus - “Senhor, creio que
estás aqui, que me vês, que me ouves” - atos de fé e amor que nos movem a
oferecer a Deus tudo o que fazemos, e, em consequência, a realizá-lo com a
maior perfeição possível: com amor, com capricho. Isso é viver o dom de piedade
nas menores coisas de cada dia.
TODOS -
Divino Espírito Santo, concedei-nos o dom de piedade, para que possamos
experimentar a imensa alegria de viver como filhos de Deus, de nos sentirmos
filhos muito queridos de um Pai todo-poderoso que nos vê, que nos ama e nos
escuta, e que nos acompanha em cada um dos nossos passos. Que saibamos cumprir
cada dever, cada tarefa, mesmo as muito pequenas, com perfeição de amor, e
oferecê-las a Deus desde que amanhece o dia.
LEITOR - Com isso, penso que
podemos encerrar este oitavo dia da novena. Eu sugeriria, como
propósito concreto, prepararmos cada um de nós com carinho - inclusive
por escrito - um plano de vida espiritual, em que fiquem definidas, com seus
horários, as
orações e leituras espirituais que nos propomos a fazer diariamente; e também
os sistemas práticos de lembrar-nos mais da presença de Deus ao
longo do dia, como, por exemplo, orações breves, jaculatórias, olhares à
imagem de Cristo e da Virgem Santíssima, etc. E me parece
bem próprio deste dia, em que meditamos sobre o dom de Piedade, terminar
rezando um Pai nosso.
Assinar:
Postagens (Atom)
