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quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Ó Precioso e admirável banquete"

Do Ofício das Leituras da Solenidade de Corpus Christi:


Das Obras de Santo Tomás de Aquino, presbítero
 
(Opusculum 57, In festo Corporis Christi, lect. 1-4)              (Séc.XIII)
 
Ó precioso e admirável banquete!
            O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses.
            Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, ele o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da cruz, para nossa reconciliação; seu sangue, ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.
            Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida. Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este sacramento?
            De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.
            É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.
            Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.
            Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.



As orações de Corpus Christi

ara ser instituída uma nova festa litúrgica na Igreja, deveria haver o ofício próprio. Para tanto, Urbano IV pediu a grandes teólogos da época que se encarregassem da preciosa e exigente tarefa, entre eles, São Boaventura e Santo Tomás de Aquino.

No dia marcado, os eminentes homens foram recebidos em audiência pelo Papa e Tomás de Aquino foi o primeiro a apresentar suas composições e declamou: "Louva, Sião, o Salvador, o teu guia, o teu pastor com hinos e cânticos", e ainda: "admiti-nos no Céu, à Vossa mesa, e fazei-nos co-herdeiros na companhia dos que habitam a Cidade Santa". Que mais poderiam fazer os outros, que nem sequer
tiveram mais ânimo e ousadia de ler suas obras? Diz-se que Boaventura desfez a sua, e atente-se que ele era um renomado teólogo.

O Aquinate escreveu tudo que deveria ser rezado para a ocasião: Ofício Divino completo e a Missa, com os textos e cânticos.


Também a oração "Deus, que neste admirável sacramento" foi escrita por Santo Tomás de Aquino, junto com o versículo "Do céu lhes destes o pão" e o responso "Que contém todo sabor". Elas não foram alteradas pela reforma litúrgica do Vaticano II, embora que haja na tradução portuguesa uma confusão: a nova versão se dirige a "Senhor Jesus Cristo", enquanto que o original evoca a Deus.

Na imagem, ostensório em exposição eucarística solene na Basílica Nossa Senhora do Rosário, dos Arautos do Evangelho.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SANTO TOMÁS DE AQUINO

Neste dia lembramos uma das maiores figuras da teologia católica: Santo Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: "Quem é Deus?".

A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.

Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.

Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.

Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado "Doutor Angélico", Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.

Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova


sábado, 28 de janeiro de 2012

Santo Tomás de Aquino

  Queridos leitores, vocês devem ter reparado que na última quinta-feira não foi postado o tradicional post sobre a vida de um santo ligado principalmente à Eucaristia. Assim como fizemos com a história de São Pedro Julião Eymard e São Pio de Pietrelcina. Pois é, não postamos de propósito pois o santo do qual falaríamos e vamos falar tem sua data comemorativa hoje. Por isso, o nosso Santo da Semana é nada mais nada menos que Santo Tomás de Aquino.

Santo Tomás de Aquino
A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.
Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.
   Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.
Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado "Doutor Angélico", Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.


A Suma Teológica

  Santo Tomás de Aquino também tinha um grande amor à Eucaristia, é de sua autoria o belíssimo hino que todos nós conhecemos: Tão Sublime Sacramento.

Tão Sublime Sacramento
Adoremos neste altar.
Pois o Antigo Testamento,
Deu ao novo seu lugar.
Venha a fé, por suplemento,
Os sentidos completar.

Ao eterno Pai cantemos
E Jesus o Salvador.
Ao Espírito exaltemos,
Na Trindade eterno Amor.
Ao Deus Uno e Trino demos
A alegria do louvor.
Amém.

Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!

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