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sábado, 4 de janeiro de 2014

Imagens da Santa Missa na Solenidade da Santa Mãe de Deus no Vaticano

 Caros leitores, no dia primeiro de janeiro, Solenidade da Santa Mãe de Deus, o Papa Francisco presidiu sua primeira missa no ano de 2014. Publicamos abaixo algumas imagens da celebração, que podem ser conferidas na página de Mons. Guido Marini no Facebook. Para a celebração, o Santo Padre usou uma casula branca ornada de um galão azul, cor litúrgica que representa a Virgem Maria.


Procissão de entrada

Veneração ao Menino Jesus

Incensação da imagem da Virgem Maria

Liturgia da Palavra


Durante o Evangelho
 
Bênção com o Livro dos Evangelhos

Homilia

Santo Padre recebe os dons do pão e do vinho

Veneração ao Menino Jesus

Diálogo com Mons. Guido Marini

Procissão de saída

Recado do Papa

“O que será que as irmãs estão fazendo, que não podem atender? Aqui quem fala é o Papa Francisco. Eu queria cumprimentá-las neste final do ano. Mas à tarde eu posso voltar a ligar. Que Deus as abençoe.”

Este foi o recado que as Carmelitas Descalças de Lucena (uma cidadezinha da Espanha, de cerca de 40 mil habitantes) encontraram na secretária eletrônica do convento, no dia 31 de dezembro. Para ouvir a mensagem, clique aqui.

Algumas horas mais tarde, o Papa falou com elas durante 20 minutos. Ele conversou com Sor Adriana, a priora do convento. Abençoou as cinco irmãs (três das quais são argentinas), a quem conhece pessoalmente. Também abençoou o povo de Lucena.

Sor Adriana comentou à Rádio Cope que o Papa ligou várias vezes seguidas no dia 31 de dezembro, mas as freiras estavam rezando a essa hora (11h45). "Quando eu ouvi a gravação na secretária eletrônica, quase morri! Nossa amizade tem mais de 15 anos, mas jamais pensamos que o Papa se lembraria de nós", comentou.

Foram horas de incerteza e espera: "E agora, o que faremos?". "Liguei para o bispo, para o vigário, comentei o ocorrido. Por meio do núncio, me deram um número de telefone, mas não consegui falar com ele. Eu achava que o Papa estaria ocupadíssimo", contou Sor Adriana.

Mas a espera valeu a pena: às 19h15, o telefone voltou a tocar. "Eu lhe pedi autorização para usar o viva-voz, para que todas escutassem. Ele nos disse que não podemos permitir que roubem a nossa esperança, porque a tristeza leva à preguiça espiritual, ao desespero. Recordou sua encíclica, na qual afirma que o maior alimento do demônio é a tristeza do ser humano", relatou a priora.

E o que o Papa Francisco queria com esta ligação? "Que todo mundo que se relaciona com este mosteiro recebesse sua saudação cordial e sua bênção", explicou a freira.

(Com informações da Rádio COPE)


Fonte: Site Aleteia


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O sinal da cruz feito sobre a testa, os lábios e o peito

Aprendemos este gesto desde crianças, mas realmente conhecemos seu verdadeiro significado?
Nas normas expostas no Missal Romano, quando se explica o comportamento indicado para o momento da proclamação do Evangelho, estabelece-se que o diácono ou o sacerdote que anuncia a Palavra, depois de ter feito o sinal da cruz sobre a página do Lecionário, deve fazê-lo também sobre a testa, sobre os lábios e sobre o coração.
O sinal da cruz triplo também é feito pela assembleia. E tudo isso não pode ser considerado como mero ritual, mas um forte convite que a Igreja faz, sublinhando a grande importância dada ao Evangelho.
A Palavra de Deus, que é sempre a luz que ilumina o caminho dos fiéis, precisa ser acolhida na mente, anunciada com a voz e conservada no coração. Tudo isso nos recorda que é necessário nos empenharmos em compreender a Palavra de Deus com atenção e inteligência iluminada.
Esta Palavra deve ser anunciada e proclamada por todo cristão, porque a evangelização é um dever de todos os batizados. Precisa ser amada e guardada no coração, para tornar-se depois norma de vida.
Todos nós somos convidados a examinar-nos sobre como acolhemos o Evangelho, como nos comprometemos no anúncio desta mensagem, como conformamos nossa vida segundo suas indicações.
Somos convidados a ser um "Evangelho ilustrado", o "quinto Evangelho", não escrito com tinta, mas com a nossa própria vida.
Acolhamos com a mente, anunciemos com os lábios, conservemos no coração o tesouro da Palavra de Deus e, ao longo deste caminho, confiemos nossas vidas ao Senhor, para sermos reflexo da verdadeira luz em meio às trevas do mundo de hoje.

Artigo do Pe. Antonio, monge no Mosteiro de São Bento, de Monte Subiaco, Itália
via Aleteia
 

Fonte: Blog: Jesus, O Bom Pastor

Homilia do Papa nas Primeiras Vésperas da Santa Mãe de Deus e Te Deum

CELEBRAÇÃO DAS PRIMEIRAS VÉSPERAS
DA SOLENIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS
E RECITAÇÃO DO TE DEUM

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica Vaticana
Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

            
O apóstolo João define o tempo presente de modo claro: «Chegou a última hora» (1 Jo 2, 18). Esta afirmação — que recorre na missa de 31 de Dezembro — significa que com a vinda de Deus na história já estamos no tempo «último», depois do qual a passagem final será a segunda e definitiva vinda de Cristo. Naturalmente fala-se aqui da qualidade do tempo, não da quantidade. Com Jesus veio a «plenitude» do tempo, plenitude de significado e plenitude de salvação. E não voltará a haver uma nova revelação, mas a manifestação plena do que Jesus já revelou. Neste sentido estamos na «última hora»; cada momento da nossa vida não é provisório, é definitivo, e cada uma das nossas acções estão cheias de eternidade; com efeito, a resposta que damos hoje a Deus que nos ama em Jesus Cristo, incide sobre o nosso futuro.

A visão bíblica e cristã do tempo e da história não é cíclica, mas linear: é um caminho que se orienta para um cumprimento. Por conseguinte, um ano que transcorreu não nos leva a uma realidade que acaba, mas a uma realidade que se cumpre, é mais um passo rumo à meta que está diante de nós: uma meta de esperança e uma meta de felicidade, porque encontramos Deus, razão da nossa esperança e fonte da nossa alegria.

No momento em que termina o ano de 2013, recolhamos, como que num cesto, os dias, as semanas, os meses que vivemos, para oferecer tudo ao Senhor. E questionemo-nos corajosamente: como vivemos o tempo que Ele nos concedeu? Usamo-lo sobretudo para nós mesmos, para os nossos interesses, ou soubemos usá-lo também para os outros? Quanto tempo dedicámos a estar com Deus, na oração, no silêncio, na adoração?

E depois consideremos: nós cidadãos romanos, pensamos também nesta cidade de Roma. O que aconteceu este ano? O que está a acontecer e o que acontecerá? Como é a qualidade da vida nesta Cidade? Depende de todos nós! Como é a qualidade da nossa «cidadania»? Este ano contribuímos, nas nossas possibilidades, para a tornar vivível, organizada, acolhedora? Com efeito, o rosto de uma cidade é como um mosaico cujas peças são todos os que nela habitam. Certamente, quem está investido de autoridade tem maiores responsabilidades, mas cada um de nós é co-responsável, no bem e no mal.

Roma é uma cidade com uma beleza única. O seu património espiritual e cultural é extraordinário. Contudo, também em Roma há tantas pessoas marcadas por misérias materiais e morais, pessoas pobres, infelizes, sofredoras, que interpelam a consciência de cada cidadão. Talvez em Roma se sinta mais forte este contraste entre o ambiente majestoso e cheio de beleza artística e o mal-estar social de quem tem mais dificuldades.

Roma é uma cidade cheia de turistas, mas também cheia de refugiados. Roma está cheia de pessoas que trabalham, mas também de pessoas que não encontram trabalho ou desempenham funções mal pagas e por vezes indignas; e todos têm o direito de ser tratados com a mesma atitude de acolhimento e de igualdade, porque cada um é portador de dignidade humana.

É o último dia do ano. O que faremos, como nos comportaremos no próximo ano, para melhorar um pouco a nossa Cidade? A Roma do ano novo terá um rosto mais bonito se for ainda mais rica de humanidade, hospitaleira, acolhedora, se todos nós estivermos atentos e formos generosos em relação a quem vive em dificuldade; se soubermos colaborar com espírito construtivo e solidário, para o bem de todos. A Roma do ano novo será melhor se não houver pessoas que olham para ela «de longe», para um postal, que olham para a sua vida só «da varanda», sem se interessar pelos tantos problemas humanos, problemas de homens e mulheres que, no final... e do princípio, quer queiramos quer não, são nossos irmãos. Nesta perspectiva, a Igreja de Roma sente-se comprometida a dar a sua contribuição para a vida e para o futuro da Cidade — é o seu dever —, sente-se comprometida a animá-la com o fermento do Evangelho, a ser sinal e instrumento da misericórdia de Deus.

Concluímos esta tarde o Ano do Senhor de 2013 agradecendo e também pedindo perdão. As duas coisas juntas: agradecendo e pedindo perdão. Agradecendo por todos os benefícios que Deus nos concedeu, e sobretudo pela sua paciência e fidelidade, que se manifestam na sucessão dos tempos, mas de modo singular na plenitude do tempo, quando «Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher» (Gl 4, 4). A Mãe de Deus, em cujo nome amanhã começaremos uma nova etapa da nossa peregrinação terrena, nos ensine a acolher o Deus feito homem, para que cada ano, mês e dia esteja repleto do seu Amor eterno. Assim seja!


Imagens das Primeiras Vésperas da Solenidade da Santa Mãe de Deus e Te Deum no Vaticano

 Caros leitores, no dia 31 de dezembro, último do ano, o Papa Francisco presidiu a oração das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Mãe de Deus e o canto do Te Deum em ação de graças pelo ano de 2013. Muitos talvez percebam que o Santo Padre está com um inchaço do lado direito do rosto, especialmente nos lábios. Segundo informações, não é nada preocupante mas que acontece com frequência ao Santo Padre.
 
Procissão de entrada


Hino de Vésperas

Salmodia


Homilia

Imposição do Incenso

Bênção Eucarística


Procissão Final

Momento de oração no presépio montado na Praça de São Pedro


 

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