João
pretende, no trecho do Evangelho de hoje, nos alentar em nossas dúvidas
na crença da ressurreição de Jesus. Também os discípulos do Senhor,
tiveram grandes dificuldades em crer, apesar dele sempre alertá-los em
relação à paixão, morte e ressurreição.
Como vimos nos relatos
anteriores, apesar de Jesus preveni-los em relação à sua ressurreição,
eles tiveram dificuldades em crer, mesmo com os relatos de Madalena, dos
dois de Emaús, foi muito difícil para eles.
Assim também foi na
primeira Comunidade e é para muitos de nosso meio. Por isso João escreve
no final do Evangelho: “Mas estes foram escritos para que acrediteis
que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a
vida em seu nome.”
João nos relata o cair da tarde no domingo da
ressurreição, os discípulos estão amedrontados e se encontram reunidos a
portas fechadas. Nada adiantou os testemunhos daqueles que tiveram a
experiência do Cristo Ressurreto, mas o receio, o medo da morte falava
mais alto.
Nesse ambiente o Senhor lhes aparece e lhes dá a paz. Eles ficaram alegres, felizes!
Agora,
lhes dá uma missão até então não conferida: com a efusão do Espírito
Santo lhes dá o poder de perdoar os pecados! O Senhor sopra sobre eles, é
a nova criação! Isso significa que o futuro já começou. É a recriação
do Povo de Deus e a Comunidade recebe o poder de restaurar a união das
pessoas com Deus e entre elas, através do perdão.
Muitos desejam
ver para crer. Contudo, Jesus ressuscitado não pode ser visto com nossos
olhos, tocado com nossas mãos, mas apenas é visto e tocado com nossa
fé! Se eu vejo, se toco, não preciso ter fé, pois vi e toquei! É aceitar
o evidente! Mas o que não vi e nem toquei e, mesmo assim, acredito que
exista, isso é fé. À exclamação de Tomé “Meu Senhor e meu Deus!”, Jesus
reage: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem
terem visto!” Isso supõe uma fé genuína, pura. Acreditar somente na
palavra de Jesus, por crer em Jesus!
Em seguida o Senhor os envia a anunciar a Boa Nova, do mesmo modo como o Pai o enviara.
Hoje
o Senhor também solicita nossa resposta de amor ao seu Amor. Ele nos
ama e está sempre ao nosso lado e nos envia como testemunhas de sua
ressurreição, como anunciadores do mundo novo.
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sábado, 6 de abril de 2013
domingo, 15 de abril de 2012
Domingo da Divina Misericórdia - Reflexão do Arcebispo do Rio de Janeiro
Caros leitores, hoje a Igreja celebra o Domingo da Divina Misericórdia. Para aqueles que quiserem saber mais desta tão solene festa, consulte a postagem do nosso blog intitulada Domingo da Divina Misericórdia e Homilia do Papa João Paulo II na canonização de Irmã Faustina Kowalska.
Para tal solenidade, publicamos abaixo uma reflexão do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, O. Cist. Cedida especialmente para a Rádio Vaticano.
Domingo da misericórdia! As leituras deste segundo domingo da Páscoa giram em torno desse tema, começando com a oração de abertura repetida no Salmo, e culminando na passagem do Evangelho em que Jesus apareceu aos discípulos no Cenáculo, mostrou-lhes as mãos e seu lado traspassado.
Sabemos que o fundamento teológico da devoção ao Coração de Jesus é o Seu Coração traspassado pela lança, do qual brotaram sangue e água; o sangue que regenera a vida da graça, e a água que nos purifica de nossos pecados. Quando contemplamos a imagem de Jesus misericordioso, vemos que Ele se mostra precisamente com o Coração traspassado, do qual surgem dois raios: um vermelho, que simboliza o sangue derramado, e o outro branco, que simboliza a água que nos purifica no nosso Batismo. Este quadro é relativo à Festa da Divina Misericórdia, celebrada no segundo domingo de Páscoa. Os escritos dos Santos Padres comparam esses sinais ao nascimento da Igreja do lado aberto de Cristo.
A festa da Divina Misericórdia foi instituída pelo Papa Beato João Paulo II em abril de 2000. E em 29 de junho de 2002, com um novo decreto, acrescenta a esta festa uma indulgência plenária. Assim, o já chamado “domingo in Albis” (em branco, recordado pelas vestes dos que haviam sido batizados na noite de Páscoa) tornou-se o Domingo da Divina Misericórdia.
Esta festa vem precedida por uma novena de preparação, pois, anexa a ela existe uma grande promessa de Jesus a todos aqueles que confessarem e comungarem, celebrando dignamente esta Festa – serão remidas as penas das culpas e reencontrarão a veste branca batismal.
Sabemos que o Batismo nos faz novos. Nas primeiras comunidades cristãs alguns esperavam para recebê-lo mais tarde, pois assim estariam certos de que todos os seus pecados teriam sido perdoados pelo Batismo. Comportamento que revela, conforme a mentalidade da época, a fé na eficácia do sacramento.
Sabemos que o Batismo, como também a Crisma e a Ordem, opera uma consagração ontológica (do ser), que consagra de uma vez por todas o ser da pessoa que o recebe, o que significa que não pode ser dissolvido nem recebido uma segunda vez. Portanto, para nós que não podemos mais receber o Batismo, esta festa contribui a dar-nos de volta a veste branca do batismo, como foi inspirado por Santa Faustina: "Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Minha Misericórdia. A alma que naquele dia tiver se confessado e comungar, vai ficar completamente remida dos pecados e das culpas. A alma que recorrer à minha misericórdia não perecerá: Eu, o Senhor, vou defendê-la como minha própria glória, e na hora da morte não virei como um juiz, mas como Salvador. Diga à humanidade sofredora que se refugie em meu Coração Misericordioso e eu a preencherei de paz”.
Dessa maneira, ao trazer à tona o nascimento da Igreja, nova Eva, com o simbolismo da água e do sangue jorrados do lado de Cristo e ao procurar renovar o cristão revivendo o seu batismo recordando que com o perdão ele se reveste com a veste branca, o domingo anteriormente chamado “in albis” continua retomando o seu caráter eclesial e batismal com a festa da Divina Misericórdia recentemente introduzida.
Nestes tempos em que um grupo minoritário impõe aos brasileiros, contra a vontade deles, suas opiniões sobre a vida e coloca o nosso país em retrocesso com relação aos valores do ser humano, sem dúvida, que para nós, cristãos, é tempo de aprofundar ainda mais nossa vida e missão nessa sociedade.
Nós estamos submersos sob uma avalanche de informações que nos é transmitida por diferentes canais. Temos de recuperar a orientação da verdade, o labirinto de informações destorcidas e desinformadas que afirmam hoje em letras garrafais, mas que amanhã corrigem em notas ao pé da página e que podem, até depois de amanhã ratificar, fazendo muitos perderem a cabeça, por não saberem mais em que acreditar.
Façamo-nos difusores da boa notícia da salvação e da misericórdia divina, e rios de água viva irrigarão o mundo com a presença de Deus. E uma nova primavera vai surgir! Gritemos ao mundo com toda a força: Cristo ressuscitou, aleluia, ressuscitou, verdadeiramente, aleluia! Em sua infinita misericórdia Ele quer nos salvar!
Para tal solenidade, publicamos abaixo uma reflexão do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, O. Cist. Cedida especialmente para a Rádio Vaticano.
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Domingo da misericórdia! As leituras deste segundo domingo da Páscoa giram em torno desse tema, começando com a oração de abertura repetida no Salmo, e culminando na passagem do Evangelho em que Jesus apareceu aos discípulos no Cenáculo, mostrou-lhes as mãos e seu lado traspassado.
Sabemos que o fundamento teológico da devoção ao Coração de Jesus é o Seu Coração traspassado pela lança, do qual brotaram sangue e água; o sangue que regenera a vida da graça, e a água que nos purifica de nossos pecados. Quando contemplamos a imagem de Jesus misericordioso, vemos que Ele se mostra precisamente com o Coração traspassado, do qual surgem dois raios: um vermelho, que simboliza o sangue derramado, e o outro branco, que simboliza a água que nos purifica no nosso Batismo. Este quadro é relativo à Festa da Divina Misericórdia, celebrada no segundo domingo de Páscoa. Os escritos dos Santos Padres comparam esses sinais ao nascimento da Igreja do lado aberto de Cristo.
A festa da Divina Misericórdia foi instituída pelo Papa Beato João Paulo II em abril de 2000. E em 29 de junho de 2002, com um novo decreto, acrescenta a esta festa uma indulgência plenária. Assim, o já chamado “domingo in Albis” (em branco, recordado pelas vestes dos que haviam sido batizados na noite de Páscoa) tornou-se o Domingo da Divina Misericórdia.
Esta festa vem precedida por uma novena de preparação, pois, anexa a ela existe uma grande promessa de Jesus a todos aqueles que confessarem e comungarem, celebrando dignamente esta Festa – serão remidas as penas das culpas e reencontrarão a veste branca batismal.
Sabemos que o Batismo nos faz novos. Nas primeiras comunidades cristãs alguns esperavam para recebê-lo mais tarde, pois assim estariam certos de que todos os seus pecados teriam sido perdoados pelo Batismo. Comportamento que revela, conforme a mentalidade da época, a fé na eficácia do sacramento.
Sabemos que o Batismo, como também a Crisma e a Ordem, opera uma consagração ontológica (do ser), que consagra de uma vez por todas o ser da pessoa que o recebe, o que significa que não pode ser dissolvido nem recebido uma segunda vez. Portanto, para nós que não podemos mais receber o Batismo, esta festa contribui a dar-nos de volta a veste branca do batismo, como foi inspirado por Santa Faustina: "Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Minha Misericórdia. A alma que naquele dia tiver se confessado e comungar, vai ficar completamente remida dos pecados e das culpas. A alma que recorrer à minha misericórdia não perecerá: Eu, o Senhor, vou defendê-la como minha própria glória, e na hora da morte não virei como um juiz, mas como Salvador. Diga à humanidade sofredora que se refugie em meu Coração Misericordioso e eu a preencherei de paz”.
Dessa maneira, ao trazer à tona o nascimento da Igreja, nova Eva, com o simbolismo da água e do sangue jorrados do lado de Cristo e ao procurar renovar o cristão revivendo o seu batismo recordando que com o perdão ele se reveste com a veste branca, o domingo anteriormente chamado “in albis” continua retomando o seu caráter eclesial e batismal com a festa da Divina Misericórdia recentemente introduzida.
Nestes tempos em que um grupo minoritário impõe aos brasileiros, contra a vontade deles, suas opiniões sobre a vida e coloca o nosso país em retrocesso com relação aos valores do ser humano, sem dúvida, que para nós, cristãos, é tempo de aprofundar ainda mais nossa vida e missão nessa sociedade.
Nós estamos submersos sob uma avalanche de informações que nos é transmitida por diferentes canais. Temos de recuperar a orientação da verdade, o labirinto de informações destorcidas e desinformadas que afirmam hoje em letras garrafais, mas que amanhã corrigem em notas ao pé da página e que podem, até depois de amanhã ratificar, fazendo muitos perderem a cabeça, por não saberem mais em que acreditar.
Façamo-nos difusores da boa notícia da salvação e da misericórdia divina, e rios de água viva irrigarão o mundo com a presença de Deus. E uma nova primavera vai surgir! Gritemos ao mundo com toda a força: Cristo ressuscitou, aleluia, ressuscitou, verdadeiramente, aleluia! Em sua infinita misericórdia Ele quer nos salvar!
| Dom Orani João Tempesta |
quarta-feira, 11 de abril de 2012
O Domingo da Divina Misericórdia
Caros leitores, estamos vivendo uma época de grande alegria na liturgia, pois é tempo pascal. Este tempo que começou na Vigília Pascal do último sábado, vai perdurar até o Domingo de Pentecostes no dia 27 de maio. Durante todo este tempo, temos o Círio Pascal junto do Presbitério que nos lembra que Cristo é a Luz que nos guia.
Dentro desta alegria pascal, celebraremos nosso próximo domingo o Domingo da Misericórdia. Esta festa foi instituída pelo Beato Papa João Paulo II no ano 2000 - mesmo ano da canonização de Irmã Faustina Kowalska, que viu o próprio Jesus que pedia a ela que fosse instituir uma festa dedicada à sua Divina Misericórdia, como podemos ler no Diário de Santa Faustina, em que ela mesma narra todos os acontecimentos de sua vida.
Dentro desta alegria pascal, celebraremos nosso próximo domingo o Domingo da Misericórdia. Esta festa foi instituída pelo Beato Papa João Paulo II no ano 2000 - mesmo ano da canonização de Irmã Faustina Kowalska, que viu o próprio Jesus que pedia a ela que fosse instituir uma festa dedicada à sua Divina Misericórdia, como podemos ler no Diário de Santa Faustina, em que ela mesma narra todos os acontecimentos de sua vida.
| Santa Faustina Kowalska |
Abaixo, o decreto do Papa João Paulo II, de 23 de maio de 2000, instituindo a festa da Divina Misericórdia
"Por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto de 23 de Maio de 2000)."
O Domingo da Misericórdia também é lembrado pelo seu Evangelho, que narra o aparecimento de Jesus aos discípulos. Em tal ocasião, todos nós lembramos que Tomé não acreditou na ressurreição do Senhor e só acreditou tocando em suas chagas.
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