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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mensagem pelo dia do padre


            Caros leitores, por falta de tempo devido ao retorno ao Seminário, não pude transmitir uma mensagem pelo dia do padre, celebrado no último sábado, dia 04 de agosto. Este é um dia muito especial na vida de um sacerdote, pois é quando fazemos memória de São João Maria Vianney, o grande santo padroeiro de todos os padres. Com São João Maria Vianney, aprendemos que a simplicidade e humildade são fatores decisivos para nos levarem até Deus. Seu exemplo de vida e santidade como presbítero, inspira muitos sacerdotes e jovens que trilham este caminho. Este grande santo também era chamado por outro nome: Cura d’Ars. Este nome tem origem baseada em dois significados. Primeiramente, o padre antigamente era tratado como aquele que cura, que salva; um dos múnus sacerdotais é este. Por isso, o padre também recebia o título de Cura, pois levava a salvação que é Jesus Cristo, a todo o povo. E o nome Ars, vem da pequena cidadezinha francesa em que trabalhou o Pe. João Maria Vianney.

Aproveitando esta data tão solene, festiva e alegre, queremos elevar a Deus um hino de ação de graças por todos os padres que passaram e marcaram presença em nossas vidas. De modo todo especial, queremos homenagear nosso pároco, Pe. Jonacir Alessi, que tanto se dedica nesta nossa paróquia. Que Deus o recompense e mande mais operários para sua messe, pela intercessão poderosa de São João Maria Vianney.

São João Maria Vianney, rogai por nós.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Oração para o Ano Sacerdotal

 Caros leitores, como já publicado nas primeiras postagens deste mês, vamos ao longo deste tempo vocacional dedicar algumas publicações que enriqueçam tanto nosso conhecimento sobre o assunto, como também alimente nossa espiritualidade, mediante nossa oração pelas vocações. Por isso que hoje, partilho com vocês a oração do Papa Bento XVI para o Ano Sacerdotal, que foi iniciado em 2009 e perdurou até 11 de junho de 2010, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Esta oração é dedicada especialmente à intercessão de São João Maria Vianney, o padroeiro dos padres.


ORAÇÃO PARA O ANO SACERDOTAL

Senhor Jesus, em São João Maria Vianney quiseste dar à Igreja uma comovente imagem da tua caridade pastoral. Animados por seu exemplo e em sua companhia, faz que vivamos em plenitude este Ano Sacerdotal.
Como ele, diante de tua Eucaristia, faz que possamos aprender como é simples e diária a tua Palavra a instruir, como é terno o amor com que acolhes os pecadores arrependidos, como é consolador abandonar-se confiantemente a tua Mãe Imaculada.
Senhor Jesus, por intercessão do Santo Cura d'Ars, faz que as famílias cristãs se tornem “pequenas igrejas”, nas quais todas as vocações e todos os carismas, infundidos pelo teu Santo Espírito, possam ser acolhidos e valorizados. Concede-nos, Senhor, de poder repetir, com o mesmo ardor do Santo Cura, as palavras com as quais costumava se dirigir a Ti:
Amo-te, meu Deus, e meu único desejo é amar-Te até o último respiro de minha vida.
Amo-Te, ó Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Te do que viver um só instante sem amar-Te.
Amo-Te, Senhor, e a única graça que peço é a de Te amar eternamente.
Meu Deus, se a minha lingua não puder dizer a cada instante que Te amo, quero que meu coração o repita tantas vezes quantas eu respiro.
Amo-Te, ó meu Deus Salvador, porque foste crucificado por mim, e me tens aqui crucificado por Ti.
Meu Deus, dá-me a graça de morrer amando-Te e sabendo que Te amo.
Amém.
São João Maria Vianney

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mensagem do Santo Padre para o 49º Dia Mundial de Orações pelas Vocações

 Caros leitores, no dia de hoje adentramos no mês de agosto, conhecido na Igreja por ser o mês vocacional. Como prometido, durante este mês postaremos diversos artigos falando sobre vocação. Hoje, aproveito para partilhar com vocês a Mensagem do Papa Bento para o dia de orações pelas vocações, realizado no dia 29 de abril deste ano, o quarto domingo da Páscoa. Esta mensagem que o papa transmite, é sempre publicada alguns meses antes; precisamente, foi publicada em outubro de 2011, no dia de São Lucas. Aproveitemos esta mensagem de nosso pastor, para revigorar nosso espírito de oração e fortalecer nosso pedido ao Senhor, para que mande mais operário para a messe.

MENSAGEM DO SANTO PADRE
PARA O 49º DIA MUNDIAL
DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(29 DE ABRIL DE 2012 - IV DOMINGO DE PÁSCOA)

Tema: As vocações, dom do amor de Deus 

Amados irmãos e irmãs!
O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a reflectir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um acto de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste facto que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida. Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De facto, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da acção dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).
Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De facto, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afectivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed.  Foi Vivante - 1966), p. 100].
Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração. É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.
É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há-de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja sobretudo a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.
Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25). Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De facto, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.
Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.

Vaticano, 18 de Outubro de 2011.
 
PAPA BENTO XVI

terça-feira, 31 de julho de 2012

Preparando o mês vocacional

 Caros leitores, amanhã, dia primeiro de agosto, iniciamos o Mês Vocacional. Este é um mês muito especial, pois mergulhamos fundo no mistério da vocação de cada um de nós. E justamente no primeiro dia deste novo mês, celebramos a memório de Santo Afonso Maria de Ligório, o fundador da congregação dos padres redentoristas. E, para aquecer nossos corações para refletirmos sobre nossa vocação, quero partilhar com cada um de vocês, esta música de Santo Afonso, chamada Tu Scendi dalle Stelle. É uma música apresentada tradicionalmente na época do Natal, pois fala do nascimento de Jesus. Mas, com ela podemos refletir sobre nossa vocação com Cristo, pois é em seu nascimento que tudo começa. Hoje, apresento apenas a música; amanhã a vida de Santo Afonso e, durante o mês, diversos artigos sobre vocação.



Tradução da letra

Tu desces das estrelas
 oh Rei do céu,
 e vens numa gruta
 ao frio e ao gelo!
 E vens numa gruta
 ao frio e ao gelo!

 Doce Menino meu divino
 eu te vejo aqui a tremer.
 Oh Deus beato,
 oh quanto te custou
 ter-me amado!
 Oh quanto te custou
 ter-me amado!

 Tu desces das estrelas
 oh Rei do céu,
 e vens numa gruta
 ao frio e ao gelo!
 E vens numa gruta
 ao frio e ao gelo!

 Oh Deus beato,
 oh quanto te custou
 ter-me amado!
 Oh quanto te custou
 ter-me amado!

 Tu desces das estrelas
 oh Rei do céu,
 e vens numa gruta
 ao frio e ao gelo!
 E vens numa gruta
 ao frio e ao gelo!

 Doce Menino meu divino
 eu te vejo aqui a tremer.
 Oh Deus beato,
 oh quanto te custou
 ter-me amado!
 Oh quanto te custou
 ter-me amado!

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