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sábado, 17 de maio de 2014

Comemoramos hoje os 22 anos da beatificação de São Josemaria Escrivá

Nesta sábado, dia 17 de maio, comemoramos os 22 anos da beatificação de São Josemaria Escrivá, um dos grandes santos do século XX. O Fundador do Opus Dei foi chamado por São João Paulo II como o "Santo do Cotidiano", pois sempre ensinou a nos santificar pelas pequenas ações do dia-dia.
Para comemorar esta data, publicamos a homilia de São João Paulo II na cerimônia de beatificação.

No mesmo dia foi também beatificada Santa Josefina Bakhita.

necessário passar por muitas tribulações para entrar no Reino de Deus" (Act 14, 22).
Aos dois discípulos que percorriam a estrada para Emaús, Jesus disse-lhes: "Não era necessário que o Messias padecesse tudo isto para entrar na sua glória?" (Lc 24, 26).
Na primeira Leitura, por outro lado, fez-se ouvir a voz dos Apóstolos Paulo e Barnabé, que "confortam e exortam os seus discípulos a permanecer na fé" (cfr. Act 14, 22). Eles anunciavam a mesma verdade de que tinha falado Cristo no caminho para Emaús; uma verdade confirmada com a sua vida e com a sua morte. "É necessário passar por muitas tribulações para entrar no Reino de Deus".
Através de muitas gerações, ao longo dos séculos, os discípulos de Cristo crucificado e ressuscitado escolhem o mesmo caminho, o caminho que Ele lhes tinha indicado.
"Dei-vos o exemplo" (Jo 13, 15).

Hoje oferece-se-nos a ocasião de fixar uma vez mais o nosso olhar nesta via de salvação - o caminho para a santidade - detendo-nos por um instante sobre as figuras de duas pessoas que, daqui por diante chamaremos "Beatos": Josemaria Escrivá de Balaguer, sacerdote, Fundador do Opus Dei e Josefina Bakhita, Filha da Caridade, canossiana.
A Igreja deseja servir e professar toda a verdade sobre Cristo: ela deseja ser dispenseira de todo o mistério do seu Redentor: se o caminho para o Reino de Deus, passa através de muitas tribulações, então no seu termo se encontrará também a participação na glória: aquela glória que Cristo nos revelou na sua Ressurreição.
A medida de semelhante glória é dada pela nova Jerusalém anunciada pelas palavras inspiradas do Apocalipse de São João: "Eis a morada de Deus com os homens! Ele habitará com eles, eles serão o Seu povo, e Ele será "Deus com eles"" (Apoc 21, 3).
"Eis que renovo todas as coisas" (Apoc 21, 5), diz o Senhor glorioso. O caminho para aquela "novidade" definitiva de todas as coisas passa, aqui na terra, pelo "mandamento novo": "Que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei" (Jo 13, 34). Este mandamento novo ocupou o centro da vida de dois filhos exemplares da Igreja que hoje, na alegria pascal, são proclamados Beatos.

Josemaria Escrivá de Balaguer, nasceu numa família profundamente cristã, já na adolescência percebeu a chamada de Deus a uma vida de maior entrega. Poucos anos depois de ser ordenado sacerdote, iniciou a missão fundacional a que dedicaria 47 anos de amorosa e infatigável solicitude em favor dos sacerdotes e leigos do que é hoje a Prelatura do Opus Dei.
A vida espiritual e apostólica do novo Beato esteve fundamentada em saber-se, pela fé, filho de Deus em Cristo. Dessa fé se alimentava o seu amor ao Senhor, o seu ímpeto evangelizador, a sua alegria constante, mesmo nas grandes provas e dificuldades que teve de suportar. "Ter a cruz é encontrar a felicidade, a alegria, - diz-nos numa das suas meditações -; ter a cruz é identificar-se com Cristo, é ser Cristo e, por isso, ser filho de Deus".
Com sobrenatural intuição, o Beato Josemaria pregou incansavelmente o chamamento universal à santidade e ao apostolado. Cristo convoca todos a santificar-se na realidade da vida quotidiana; por isso o trabalho é também meio de santificação pessoal e de apostolado quando se vive em união com Jesus Cristo, pois o Filho de Deus, ao encarnar, se uniu de certo modo a toda a realidade do homem e a toda a criação (cfr. Dominum et vivificantem, 50). Numa sociedade em que o afã desenfreado de possuir coisas materiais, as converte num ídolo e motivo de afastamento de Deus, o novo Beato recorda-nos que essas realidades, criaturas de Deus e do engenho humano, se se usam rectamente para Glória do Criador e ao serviço dos irmãos, podem ser caminho para o encontro dos homens com Cristo. "Todas as coisas da terra - ensinava -, também as actividades terrenas e temporais dos homens, têm de ser levadas a Deus" (Carta, 19-III-1954).
"Bendirei para sempre o Teu nome, meu Deus e meu Rei". Esta aclamação que fizemos no Salmo responsorial é como o compêndio da vida espiritual do Beato Josemaria. O seu grande amor a Cristo, por quem se sente fascinado, leva-o a consagrar-se para sempre a Ele, e a participar no mistério da sua paixão e ressurreição. Ao mesmo tempo, o seu amor filial à Virgem Maria, leva-o a imitar as suas virtudes. "Bendirei o Teu nome para todo o sempre": eis o hino que brotava espontâneamente da sua alma e que o impelia a oferecer a Deus tudo aquilo que era seu e quanto o rodeava. De facto, a sua vida reveste-se de humanismo cristão com o selo inconfundível da bondade, da mansidão de coração, o sofrimento escondido com que Deus purifica e santifica os seus eleitos.

A actualidade e transcendência desta mensagem espiritual, profundamente enraizada no Evangelho, são evidentes como o mostra também a fecundidade com que Deus abençoou a vida e obra de Josemaria Escrivá. A sua terra natal, Espanha, honra-se com este seu filho, sacerdote exemplar, que soube abrir novos horizontes apostólicos à acção missionária e evangelizadora. Que esta gozosa celebração seja ocasião propícia que encoraje todos os membros do Opus Dei a uma maior entrega, na sua resposta ao chamamento à santificação e a uma mais generosa participação na vida eclesial, sendo sempre testemunhas dos genuínos valores evangélicos, o que se deverá traduzir num entusiástico dinamismo apostólico, com particular atenção para os pobres e necessitados.

Também na Beata Josefina Bakhita encontramos uma testemunha eminente do amor paternal de Deus e um sinal esplendoroso da perene actualidade das Bem-aventuranças. Nascida no Sudão, em 1869, raptada por negreiros, quando criança, e várias vezes vendida nos mercados africanos, conheceu as atrocidades de uma escravidão, que lhe deixou no corpo profundos sinais da crueldade humana.
Apesar destas experiências de dor, a sua inocência permaneceu íntegra, rica de esperança. "Como escrava nunca me desesperei - dizia - porque sentia dentro de mim uma força misteriosa que me amparava". O nome Bakhita - como lhe tinham chamado os seus raptores - significa Afortunada e tal, de facto, se tornou, graças ao Deus de toda a consolação, que a segurava sempre pela mão e caminhava ao lado dela.
Chegada a Veneza, pelas vias misteriosas da Divina Providência, Bakhita bem depressa se abria à graça. O baptismo e, depois de alguns anos, a profissão religiosa entre as Irmãs Canossianas, que a tinham acolhido e instruído, foram as consequências lógicas da descoberta do tesouro evangélico, pelo qual sacrificou tudo, também o seu retorno, sendo livre, à terra natal. Como Madalena de Canossa, também ela queria viver só para Deus, e com constância heróica encaminhou-se, humilde e confiante, pela via da fidelidade ao maior amor. A sua fé era sólida, límpida, ardente. "Se soubésseis que grande alegria é conhecer Deus", costumava repetir.

A nova Beata passou 51 anos de vida religiosa canossiana, deixando-se guiar pela obediência num empenho quotidiano, humilde e escondido, mas rico de genuína caridade e de oração. Os habitantes de Schio, onde residiu durante quase o tempo todo, bem cedo descobriram na sua "Mãe Morena" - chamavam-lhe assim - uma humanidade rica no dom, uma força interior não comum que atraía. A sua vida consumiu-se numa incessante oração de anseio missionário, numa fidelidade humilde e heróica à caridade, que lhe permitiu viver a liberdade dos filhos de Deus e promovê-la em redor de si.
No nosso tempo, em que a corrida desenfreada ao poder, ao dinheiro e ao prazer causa tanto desencorajamento, violência e solidão, a Irma Bakhita é-nos dada de novo pelo Senhor como irmã universal, para que nos revele o segredo da felicidade mais verdadeira: as Bem-aventuranças.
A sua é uma mensagem de bondade heróica, à imagem da bondade do Pai celeste. Ela deixou-nos um testemunho de reconciliação e de perdão evangélicos, que levará certamente conforto aos cristãos da sua pátria, o Sudão, tão duramente provados por um conflito que continua há muitos anos, e que causou tantas vítimas. A fidelidade e a esperança deles são motivo de orgulho e de acção de graças para toda a Igreja. Neste momento de grandes tribulações, a irmã Bakhita precede-nos na via da imitação de Cristo, do aprofundamento da vida cristã e da inabalável dedicação à Igreja. Ao mesmo tempo desejo, mais uma vez, dirigir um premente apelo aos responsáveis do destino do Sudão, a fim de que dêem realização aos afirmados ideais de paz e de concórdia; a fim de que o respeito dos direitos fundamentais do homem - e, em primeiro lugar, do direito à liberdade religiosa - seja garantido a todos,
sem
discriminações étnicas ou religiosas.
Muito preocupante é a situação das centenas de milhar de refugiados das regiões meridionais, que a guerra constrangiu a abandonar casa e trabalho; recentemente também foram obrigados a deixar os campos, onde tinham encontrado alguma forma de assistência e foram levados para lugares desérticos, e até foi impedida a passagem livre dos combóios de socorro das agências internacionais. A situação deles é trágica e não pode deixar-nos insensíveis.
Recomendo vivamente às Entidades internacionais de assistência que continuem a enviar a sua ajuda providente, necessária e urgente.
Ao saudar a delegação da Igreja do Sudão, presente nesta celebração, dirijo um afectuoso pensamento, acompanhado pela oração, a toda a Igreja naquele País: aos Bispos, ao clero diocesano e missionário, aos Leigos empenhados na pastoral, e também aos Catequistas, colaboradores generosos e necessários para a propagação da Verdade, da Palavra e do Amor de Deus. As populações do Sudão estão sempre presentes no meu coração e nas minhas orações: confio-as à intercessão da nova Beata Josefina Bakhita.

"Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13, 34-35). Nesta frase evangélica encontramos a síntese de toda a santidade; a santidade que alcançaram por caminhos diversos, mas convergentes na única meta, Josemaria Escrivá de Balaguer e Josefina Bakhita. Amaram a Deus com todas as forças do seu coração e deram prova de uma caridade vivida até ao heroísmo, mediante obras de serviço aos homens seus irmãos. Por isso a Igreja os eleva à honra dos altares e os apresenta como exemplos na imitação de Cristo, que nos amou e se deu a si mesmo por cada um de nós (cfr. Gál 2, 20).

"Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado n'Ele" (Jo 13, 31): o mistério pascal da glória.
Através do Filho do homem esta glória estende-se a todas as coisas visíveis e invisíveis: "Louvamos-Te, Senhor, por todas as Tuas obras, e bendizemos-Te na Tua fidelidade. Apregoamos a glória do Vosso Reino" (Sl 144, 10-11). Diz o Filho do Homem: "Não tinha... de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?". Eis aqueles que, de geração em geração, seguiram Cristo: "Através de muitas tribulações, eles entraram no Reino de Deus".
"O Vosso Reino estende-se por todos os séculos".

Sudanesa grávida é condenada à morte por se converter ao cristianismo

Cartum, 15 mai (EFE).- Um tribunal do Sudão condenou nesta quinta-feira à morte a médica Mariam Ishaq, de 27 anos, grávida de oito meses, por ter se convertido ao cristianismo, mas a pena só será aplicada em dois anos, informaram à Efe fontes da Defesa.
O advogado Ahmed Abdallah afirmou que o prazo de três dias determinado por outra corte para que a mulher retificasse sua crença terminou hoje sem que sua cliente tenha rejeitado renunciar à religião cristã.
Segundo a sentença, Ishaq receberá 100 chicotadas como castigo e depois será enforcada.
Um tribunal já havia condenado no domingo passado a sudanesa à pena capital por apostasia e adultério, uma decisão que foi confirmada nesta quinta-feira pela Corte Penal do leste de Cartum, presidido pelo juiz Abbas al-Khalifa.
O magistrado atrasou o cumprimento da sentença até dentro de dois anos, para dar tempo a que a mulher dê à luz ao filho que está esperando e termine de amamentá-lo nesse tempo.
Ishaq, que está quase chegando ao fim de uma gestação e tem outro filho de dois anos, mudou seu nome de Abrar pelo de Mariam e é filha de um homem da região de Darfur, no oeste do Sudão, e de uma mulher da vizinha Etiópia.
No domingo passado, seu marido cristão foi absolvido da acusação de adultério por falta de provas, após argumentar que havia se casado com a jovem quando já tinha mudado sua religião.
O tribunal lembrou que a lei sudanesa proíbe a conversão do islã ao cristianismo e que, portanto, a acusada cometeu adultério por seu casamento como cristã ser "nulo".
Vários diplomatas ocidentais e representantes de grupos de direitos humanos foram à audiência de hoje e advertiram sobre o risco que esse tipo de julgamento representa para a tolerância religiosa e para os direitos humanos no Sudão. EFE

Fonte: Yahoo! 

Reflexão para o V Domingo da Páscoa

O caminho se faz caminhando, essa idéia nos é passada pela liturgia de hoje, especialmente pela primeira leitura.

Jesus jamais falou em sacerdotes e diáconos, mas em seguidores de sua Palavra, em seus seguidores.

Na leitura dos Atos dos Apóstolos aparece uma situação que exige uma estruturação no serviço aos carentes, concretamente um socorro às viúvas. Para ajudar na solução dessa questão, em clima de oração, é criada a função dos diáconos. Todos têm o dever do anúncio da Palavra e devem estar plenos do Espírito Santo. Anúncio e ação deverão caminhar juntos. A ação é consequência do anúncio e sua expressão concreta.

Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho e nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original, descoberto aos poucos e nos plenificando.

Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, nos diz o Senhor (cfr Mt 11,27).

Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará (cfr. Jo 8, 32). Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.

Jesus é a Vida (cfr. Jo 1,4), é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!

Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até nossa própria vida.

De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus fala que vai nos preparar um lugar no Céu, ele nos está prestando um serviço.
Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.

É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.

Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está conosco e, através de nossas ações, de nossos serviços, continua criando o mundo.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Homilia do Papa no IV Domingo da Páscoa - Ordenações Presbiterais



ORDENAÇÕES PRESBITERIAIS
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
IV Domingo de Páscoa, 11 de Maio de 2014
 
 
Queridos irmãos!
Estes nossos filhos e irmãos foram chamados à ordem do presbiterado. Como vós bem sabeis, o Senhor Jesus é o único sumo sacerdote do Novo Testamento; mas n’Ele também todo o povo santo de Deus foi constituído povo sacerdotal. Contudo, entre todos os seus discípulos, o Senhor Jesus quer escolher alguns em particular, para que exercendo publicamente na Igreja em seu nome o ofício sacerdotal a favor de todos os homens, continuem a sua pessoal missão de mestre, sacerdote e pastor.
Depois de uma reflexão madura, agora estamos prestes a elevar à ordem dos presbíteros estes nossos irmãos, a fim de que ao serviço de Cristo mestre, sacerdote e pastor cooperem para edificar o Corpo de Cristo, que é a Igreja, no povo de Deus e templo santo do Espírito.
Com efeito, eles serão configurados a Cristo sumo e eterno sacerdote, ou seja, serão consagrados como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento, e com este título, que os une no sacerdócio ao seu bispo, serão pregadores do Evangelho, pastores do povo de Deus, e presidirão as acções de culto, especialmente na celebração do sacrifício do Senhor.
Quanto a vós, irmãos e filhos diletíssimos, que estais para ser promovidos à ordem do presbiterado, considerai que exercitando o ministério da sagrada doutrina sereis participantes da missão de Cristo, único mestre. Proclamai a todos aquela Palavra, que vós mesmos recebeis com alegria, das vossas mães, das vossas catequistas. Lede e meditai assiduamente a palavra do Senhor para acreditar naquilo que lestes, ensinai o que aprendestes na fé, vivei o que ensinastes. Portanto, a vossa doutrina, que não é propriedade vossa, seja nutrimento para o povo de Deus: vós não sois proprietários da doutrina! É a doutrina do Senhor, e vós deveis ser fiéis à doutrina do Senhor! Por conseguinte, a vossa doutrina seja o alimento para o povo de Deus, o perfume da vossa vida seja alegria e apoio aos fiéis de Cristo, para que com a palavra e o exemplo edifiqueis a casa de Deus, que é a Igreja.
E assim vós continuareis a obra santificadora de Cristo. Mediante o vosso ministério o Sacrifício espiritual dos fiéis torna-se perfeito, porque unido ao sacrifício de Cristo, que pelas vossas mãos em nome de toda a Igreja é oferecido de modo incruento sobre o altar na celebração dos santos mistérios.
Portanto, reconhecei o que fazeis, imitai o que celebrais, para que, participando no mistério da morte e ressurreição do Senhor, carregueis a morte de Cristo nos vossos membros e caminheis com ele na novidade de vida.
Com o baptismo agregareis novos fiéis ao povo de Deus; com o sacramento da Penitência perdoareis os pecados em nome de Cristo e da Igreja. E aqui quero deter-me e pedir-vos, por amor a Jesus Cristo: nunca vos canseis de ser misericordiosos! Por favor! Tende esta capacidade de perdão que o Senhor teve, o qual não veio para condenar, mas para perdoar! Tende misericórdia, tanta! E se tiverdes o escrúpulo de ser demasiado «perdoadores», pensai naquele santo sacerdote do qual vos falei, que ia diante do tabernáculo e dizia: «Perdoa-me, Senhor, se perdoei demasiado. Mas foste tu que me deste o mau exemplo!». E eu digo-vos, verdadeiramente: sofro tanto quando encontro pessoas que já não se vão confessar, porque foram maltratadas, repreendidas. Sentiram que lhes eram fechadas na cara as portas da igreja! Por favor, não façais isso: misericórdia, misericórdia! O bom pastor entra pela porta e a porta da misericórdia são as chagas do Senhor: se entrardes no vosso ministério pelas chagas do Senhor, não sareis bons pastores.
Com o Óleo santo dareis alívio aos enfermos; celebrando os ritos sagrados e elevando nas várias horas do dia as orações de louvor e de súplica, vós sereis a voz do povo de Deus e da humanidade inteira.
Cientes de que fostes sido escolhidos entres os homens e constituídos em seu favor para estar ao serviço das coisas de Deus, exercitai com júbilo e caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, concentrados unicamente em agradar a Deus e não a vós mesmos.
E pensai naquilo que dizia santo Agostinho sobre os pastores que procuravam agradar a si mesmos, que usavam as ovelhas do Senhor como refeição e para se vestirem, para vestir a majestade de um ministério que não se sabia se era de Deus. Enfim, participando na missão de Cristo, chefe e pastor, em comunhão filial com o vosso bispo, comprometei-vos por unir os fiéis numa única família, para os conduzir a Deus por meio de Cristo no Espírito Santo. Tende sempre diante dos olhos o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir, e procurar salvar o que estava perdido.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Imagens da Santa Missa do IV Domingo da Páscoa no Vaticano

Neste IV Domingo da Páscoa (Domingo do Bom Pastor), o Papa Francisco presidiu a Santa Missa com o Rito de Ordenação Presbiteral de treze diáconos, inclusive um brasileiro.

Veja algumas imagens da celebração, extraídas do Facebook:



 






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