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sábado, 30 de novembro de 2013

Homilia do Papa na Santa Missa de Encerramento do Ano da Fé

SANTA MISSA NA CONCLUSÃO DO ANO DA FÉ
NA SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Praça de São Pedro
Domingo, 24 de Novembro de 2013


A solenidade de Cristo Rei do universo, que hoje celebramos como coroamento do ano litúrgico, marca também o encerramento do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, para quem neste momento se dirige o nosso pensamento cheio de carinho e de gratidão por este dom que nos deu. Com esta iniciativa providencial, ele ofereceu-nos a oportunidade de redescobrirmos a beleza daquele caminho de fé que teve início no dia do nosso Baptismo e nos tornou filhos de Deus e irmãos na Igreja; um caminho que tem como meta final o encontro pleno com Deus e durante o qual o Espírito Santo nos purifica, eleva, santifica para nos fazer entrar na felicidade por que anseia o nosso coração.

Desejo também dirigir uma cordial e fraterna saudação aos Patriarcas e aos Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais Católicas, aqui presentes. O abraço da paz, que trocarei com eles, quer significar antes de tudo o reconhecimento do Bispo de Roma por estas Comunidades que confessaram o nome de Cristo com uma fidelidade exemplar, paga muitas vezes por caro preço.

Com este gesto pretendo igualmente, através deles, alcançar todos os cristãos que vivem na Terra Santa, na Síria e em todo o Oriente, a fim de obter para todos o dom da paz e da concórdia.

As Leituras bíblicas que foram proclamadas têm como fio condutor a centralidade de Cristo: Cristo está no centro, Cristo é o centro. Cristo, centro da criação, do povo e da história.

1. O Apóstolo Paulo, na segunda Leitura tirada da Carta aos Colossenses, dá-nos uma visão muito profunda da centralidade de Jesus. Apresenta-O como o Primogénito de toda a criação: n’Ele, por Ele e para Ele foram criadas todas as coisas. Ele é o centro de todas as coisas, é o princípio: Jesus Cristo, o Senhor. Deus deu-Lhe a plenitude, a totalidade, para que n’Ele fossem reconciliadas todas as coisas (cf. 1, 12-20). Senhor da criação, Senhor da reconciliação.

Esta imagem faz-nos compreender que Jesus é o centro da criação; e, portanto, a atitude que se requer do crente – se o quer ser de verdade - é reconhecer e aceitar na vida esta centralidade de Jesus Cristo, nos pensamentos, nas palavras e nas obras. E, assim, os nossos pensamentos serão pensamentos cristãos, pensamentos de Cristo. As nossas obras serão obras cristãs, obras de Cristo, as nossas palavras serão palavras cristãs, palavras de Cristo. Diversamente, quando se perde este centro, substituindo-o por outra coisa qualquer, disso só derivam danos para o meio ambiente que nos rodeia e para o próprio homem.

2. Além de ser centro da criação e centro da reconciliação, Cristo é centro do povo de Deus. E hoje mesmo Ele está aqui, no centro da nossa assembleia. Está aqui agora na Palavra e estará aqui no altar, vivo, presente, no meio de nós, seu povo. Assim no-lo mostra a primeira Leitura, que narra o dia em que as tribos de Israel vieram procurar David e ungiram-no rei sobre Israel diante do Senhor (cf. 2 Sam 5, 1-3). Na busca da figura ideal do rei, aqueles homens procuravam o próprio Deus: um Deus que Se tornasse vizinho, que aceitasse caminhar com o homem, que Se fizesse seu irmão.

Cristo, descendente do rei David, é precisamente o «irmão» ao redor do qual se constitui o povo, que cuida do seu povo, de todos nós, a preço da sua vida. N’Ele, nós somos um só; um só povo unido a Ele, partilhamos um só caminho, um único destino. Somente n’Ele, n’Ele por centro, temos a identidade como povo.

3. E, por último, Cristo é o centro da história da humanidade e também o centro da história de cada homem. A Ele podemos referir as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de que está tecida a nossa vida. Quando Jesus está no centro, até os momentos mais sombrios da nossa existência se iluminam: Ele dá-nos esperança, como fez com o bom ladrão no Evangelho de hoje.

Enquanto todos os outros se dirigem a Jesus com desprezo – «Se és o Cristo, o Rei Messias, salva-Te a Ti mesmo, descendo do patíbulo!» –, aquele homem, que errou na vida, no fim agarra-se arrependido a Jesus crucificado suplicando: «Lembra-Te de mim, quando entrares no teu Reino» (Lc 23, 42). E Jesus promete-lhe: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso» (23, 43): o seu Reino. Jesus pronuncia apenas a palavra do perdão, não a da condenação; e quando o homem encontra a coragem de pedir este perdão, o Senhor nunca deixa sem resposta um tal pedido. Hoje todos nós podemos pensar na nossa história, no nosso caminho. Cada um de nós tem a sua história; cada um de nós tem também os seus erros, os seus pecados, os seus momentos felizes e os seus momentos sombrios. Neste dia, far-nos-á bem pensar na nossa história, olhar para Jesus e, do fundo do coração, repetir-lhe muitas vezes – mas com o coração, em silêncio – cada um de nós: «Lembra-Te de mim, Senhor, agora que estás no teu Reino! Jesus, lembra-Te de mim, porque eu tenho vontade de me tornar bom, mas não tenho força, não posso: sou pecador, sou pecadora. Mas lembra-Te de mim, Jesus! Tu podes lembrar-Te de mim, porque Tu estás no centro, Tu estás precisamente no teu Reino!». Que bom! Façamo-lo hoje todos, cada um no seu coração, muitas vezes: «Lembra-Te de mim, Senhor, Tu que estás no centro, Tu que estás no teu Reino!»

A promessa de Jesus ao bom ladrão dá-nos uma grande esperança: diz-nos que a graça de Deus é sempre mais abundante de quanto pedira a oração. O Senhor dá sempre mais – Ele é tão generoso! –, dá sempre mais do que se Lhe pede: pedes-Lhe que Se lembre de ti, e Ele leva-te para o seu Reino! Jesus é precisamente o centro dos nossos desejos de alegria e de salvação. Caminhemos todos juntos por esta estrada!

Reflexão para o Primeiro Domingo do Advento

Iniciamos um novo ano litúrgico e, com ele, nova oportunidade para colocarmos nossa vida de acordo com a mensagem cristã extraída da Sagrada Escritura.
O Evangelho de hoje nos fala da segunda vinda de Jesus. O tempo do Advento, que ora iniciamos, tem o objetivo de nos preparar para essa segunda vinda. É verdade que tudo nos leva a nos preparamos para o Natal, mas a liturgia deseja, de modo especial, nos preparar para o encontro definitivo com Cristo, cuja celebração natalina também tem idêntico objetivo.
No Evangelho, Jesus nos diz que é no dia a dia que Deus vem ao nosso encontro, como aconteceu na época de Noé. Apesar de se comentar que aquele tempo chegava ao seu fim, nem todos acreditavam e até zombavam dos que levaram a notícia a sério.

Também nós estamos em um mundo onde as coisas terminam, até o ser humano se extingue! Portanto estamos em um mundo que tem seu fim e para tal deveremos nos preparar. Se meus antepassados já não mais existem, se pessoas que eu conheci já não mais estão sobre a terra, devo me preparar porque minha hora, meu momento vai chegar. Essa preparação não deve ser de modo estático ou trágico como algumas pessoas pensam, mas de modo dinâmico, dentro da vida diária, sem se fazer nada de especial, apenas praticando os ensinamentos do Senhor, amando a Deus e ao próximo. Nosso fim, nossa morte é certa e inevitável. Da morte ninguém escapa, é uma certeza! Apenas não sabemos quando e nem como.
Por isso é importante que estejamos preparados para esse momento que eternizará nossa existência.
Lembro-me de uma brincadeira de criança chamada “brincar de estátua”. As crianças estão pulando, dançando, fazendo qualquer coisa e aí o coleguinha grita “estátua” e todos deverão permanecer paralizados, como estavam quando ouviram o grito “estátua”. Também assim será o momento do encontro com Deus. Quando o Senhor nos chamar, quando disser “estátua”, não haverá possibilidade alguma de mudança, mas nos apresentaremos a Ele como fomos encontrados. Portanto aquele ditado que diz “Para onde a árvore pende, para lá cairá”, é uma grande verdade.
Aquele será o dia da nossa realidade, quando não mais poderemos mudar de coisas. Ao preencher a última página no livro de nossa existência, tudo estará consumado. Tudo estará nas mãos de Deus.
Portanto, vivamos de modo feliz, alegre, fazendo o que o Senhor nos pediu, sem outra preocupação a não ser amar e servir.

Nossa vida, nossa saúde, nossos dons e bens, intelectuais, espirituais e materiais deverão ser colocados à disposição de Deus, ou seja, das pessoas que Ele colocou em nossa vida, para que sejam felizes, para que O conheçam e O amem. Isso será eternizado quando chegar ao fim nossa participação neste mundo. Não sirvamos de nossa vida e dos bens que possuímos para nossa própria ruína. Deus nos criou livres e assim nos deixa viver. Sejamos responsáveis!

Poderíamos nos perguntar: Meu marido, minha mulher, meu filho, minha filha, meu pai, minha mãe, meu irmão, minha irmã, meu amigo, minha amiga, meu companheiro, minha companheira, enfim essas pessoas que Deus colocou por um tempo em minha vida, se tornaram mais felizes porque conviveram comigo ou minha presença foi ocasião de desilusão e fracasso? Aí já está o nosso juízo. Minha vida valeu? Ainda há tempo! Estamos vivos! Poderemos mudar!

domingo, 17 de novembro de 2013

As ameaças da máfia ao Papa Francisco

As informações sobre um possível ataque da máfia contra o Papa, publicada pela agência ZENIT na edição espanhola de ontem, despertou grande preocupação em toda a América Latina. Durante o dia de hoje, a redação recebeu inúmeras chamadas, de diferentes países da América Latina. A suspeita foi lançada pelo fiscal-adjunto da região italiana de Reggio Calabria, Nicola Gratteri, em entrevista publicada ontem no jornal italiano Il Fatto Quotidiano.

"Não existe nenhum motivo concreto que preocupe e não vem ao caso se alarmar", afirmou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, conforme notícia da agência italiana Ansa.

Nos centro do poder, diz ele, a figura do Papa Francisco é vista com desconfiança e temor. O Santo Padre, adverte Gratteri, pode ser alvo do crime organizado se ele continuar com sua política de limpeza financeira no Vaticano. "Está deixando nervosa a máfia financeira", afirma.

Além disso, o fiscal da Calábria afirma que "aqueles que se nutriram até agora do poder e da riqueza derivados da Igreja, estão inquietos". O Papa "está no caminho certo, rema contra o luxo e tem dado sinais importantes" de que "tem como objetivo fazer uma limpeza total", uma atitude que não pode deixar de desagradar a máfia.

"Eu não sei se o crime organizado é capaz de fazer algo contra o Papa - continua -, mas certamente está pensando". "Pode ser perigoso", ressalta.

Em suas declarações, o especialista na luta contra o crime organizado também afirma que "os antigos 'padrinhos' deixaram de existir, estão mortos ou na cadeia". No momento, esclarece Gratteri, manda "o investidor mafioso, que faz lavagem de dinheiro, em suma, tem o poder real". Para o fiscal de Reggio Calabria, "são estes que estão ficando nervosos".

É importante notar que a palavra máfia na América Latina é usada como um termo genérico, mas na Itália, a Máfia é o 'crime organizado' na região da Sicília, enquanto em Reggio Calabria é chamado N'drangheta e em Nápoles, camorra.

Enquanto isso, os modelos do filme 'O Poderoso Chefão' (Il Padrino) tornaram-se obsoletos e o que resta é a criminalidade que se ocupa do tráfico humano, de armas, prostituição e drogas, daí a necessidade de buscar fundos ilícitos.

Fonte: ZENIT

Pe. Frederico Lombardi, SJ - Porta-Voz do Vaticano



sábado, 16 de novembro de 2013

Santa Missa de Encerramento do Ano da Fé


 Caros leitores, no próximo dia 24/11 celebramos a Solenidade de Cristo Rei e encerramos o Ano Litúrgico de 2013. Este ano, esta solenidade é ainda mais especial pois marca o encerramento do Ano da Fé, iniciado em 11 de outubro de 2012. Por isso convidamos para:


Santa Missa de Encerramento do Ano da Fé
 

 
 
 Domingo - 24/11 - Solenidade de Cristo Rei do Universo - 11h - Matriz
 Celebrante: Pe. Jonacir Francisco Alessi
 

Imagens do funeral do Cardeal Domenico Bartolucci

 Caros leitores, nesta semana a Igreja perdeu um de seus filhos queridos aos 96 anos, o cardeal Domenico Bartolucci. O purpurado era conhecido pela sua dedicação à música, sendo maestro perpétuo emérito da capela sistina.



Em 2010, com 93 anos, o então Mons. Bartolucci foi criado cardeal por Bento XVI, mas devido à sua idade, foi dispensado da ordenação episcopal. Porém, por um privilégio concedido pelo Papa São Pio X, estes cardeais podem usar todas as vestimentas dos bispos (mitra, báculo, cruz).


Cardeal Bartolucci recebe o barrete cardinalício das mãos de Bento XVI no consistório de 2010


No dia 13 de novembro foi celebrada a Santa Missa com o Rito de Exéquias. Esta Missa, seguindo o costume de Bento XVI, foi presidida pelo Decano dos Cardeais (Cardeal Angelo Sodano). O Papa Francisco chegou ao final da celebração e fez a última encomendação, segundo o que diz o Cerimonial dos Bispos. Abaixo publicamos algumas fotos que podem ser encontradas no perfil de Mons. Guido Marini no Facebook.






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