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sábado, 21 de janeiro de 2012

Curiosidade

 Hoje, caros leitores, a Igreja recorda a Memória de Santa Inês, para saber mais sobre tão grande santa dedicada à pureza, consulte a postagem do dia de Santa Inês aqui em nosso blog.
Mas talvez o que pouco saibam é que hoje, sendo festa de Santa Inês, o Santo Padre abençoa no Vaticano as ovelhas que serão tosadas e cuja lã será usada para confeccionar o pálio dos novos arcebispos. Por curiosidade, o pálio é uma estola de lã branca com seis cruzes pretas bordadas ao seu longo que representa a dignidade episcopal do arcebispo, ou seja, somente o Arcebispo usa. O pálio confeccionado com a lã das ovelhas, fica guardado numa urna até a Solenidade de São Pedro e São Paulo, quando o Santo Padre impõe nos novos arcebispos metropolitanos. Um sinal de comunhão do papa com seus ministros.

 
O Pálio.
 


Dom Moacyr José Vitti recebendo o pálio das mãos do Beato João Paulo II. Foto raríssima da lembrança de posse como arcebispo, cedida pelo Pe. Jonacir Alessi.

Dom Moacyr José Vitti, CSS, Arcebispo metropolitano de Curitiba, usando o Pálio.

Os cordeiros são criados pelas religiosas do convento romano e São Lourenço em Panisperna e oferecidos ao Pontífice pelos Canônicos Regulares Lateranenses no dia da memória litúrgica de Santa Inês, a mártir romana que a iconografia tradicional costuma retratar como um cordeiro.
  Nas palavras de Bento XVI, em um discurso de 2008, o Pálio é imposto sobre os Arcebispos Metropolitanos como símbolo da sua comunhão hierárquica com o Sucessor de Pedro no governo do povo de Deus. Ele é confeccionado com lã de ovelha, em representação de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e o Bom Pastor que vela cautelosamente sobre o seu rebanho. O pálio recorda aos Bispos que, como Vigários de Cristo nas respectivas Igrejas locais, são chamados a ser Pastores a exemplo de Jesus.
  Como símbolo do fardo do ministério episcopal, recorda também aos fiéis o seu dever de ajudar os Pastores da Igreja com as suas orações e de cooperar generosamente com eles para a propagação do Evangelho e o crescimento da Igreja de Cristo na santidade, unidade e caridade.

Originalmente, era exclusivo dos papas, sendo depois estendido aos metropolitas e primazes, como símbolo de jurisdição delegada a eles pelo pontífice


 Acompanhe no vídeo, a Bênção das Ovelhas presidida pelo Santo Padre, Bento XVI


Hoje celebramos Santa Inês



Hoje a Igreja celebra a memória de Santa Inês, grande mártit símbolo da pureza e da castidade. Virgem e mártir, Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é santo. Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.
   Santa Inês tiva cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia 'não'. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.
    Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.
    Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.
Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.

 ORAÇÃO À SANTA INÊS:

Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, fonte de todas as virtudes, amigo das almas virginais, vencedor fortíssimo das ciladas dos poderosos, severíssimo extirpador de todos os vícios, lançai propício vosso olhar para a minha fraqueza, e pela intercessão de vossa Santíssima Mãe, a Virgem Maria e de Santa Inês, concedei o auxílio da vossa divina graça.
Fazei que eu saiba valorizar todas as coisas terrestres sem deixar de amar aquelas celestiais, resistir aos vícios e nunca consentir nas tentações, seguir constante a virtude, não buscar as honras, fugir aos prazeres, chorar os pecados cometidos, afastar-me as ocasiões de pecado, evitar as más companhias, tratar com os bons e perseverar no bem, para que, com o auxílio da vossa graça, mereça possuir a coroa da vida eterna com Santa Inês e com todos os santos, por toda a eternidade, no vosso reino.
Amém.

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