Caros leitores, no dia 27 de abril o Papa Francisco presidiu a Santa Missa do II Domingo da Páscoa e da Canonização dos agora Santos João XXIII e João Paulo II. Informações dizem que mais de 800 mil pessoas participaram da celebração na Praça de São Pedro e arredores. Na ocasião, o Papa Emérito Bento XVI também esteve presente e, pela primeira vez, concelebrando com o Papa Francisco.
Publicamos algumas imagens abaixo, oriundas do Site da Santa Sé
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Anunciada data de canonização de João XXIII e João Paulo II
Nesta segunda-feira, 30, Papa Francisco anunciou a data da canonização dos Papas João Paulo II e João XXIII: 27 de abril de 2014, II Domingo de Páscoa, da Divina Misericordia.
A decisão foi tomada durante o consistório ordinário público convocado especialmente para aprovar as causas de canonização dos dois pontífices. A celebração teve início às 10h (horário de Roma), e contou com a presença dos cardeais presentes em Roma. Dentre eles, dois brasileiros: Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, e Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.
A decisão de unir no mesmo dia a canonização dos seus dois predecessores foi explicada pelo Papa Francisco, em julho passado, como uma mensagem para a Igreja, porque os "dois são bons, são dois bons".
Karol Jozef Wojtyla foi eleito Papa no dia 16 de outubro de 1978. Nasceu em Wadowice (Polônia), em 18 de maio de 1920, e morreu no Vaticano, em 2 de abril de 2005.
Em quase 27 anos de pontificado, João Paulo II escreveu 14 Encíclicas, 15 Exortações Apostólicas, 11 Constituições Apostólicas e 45 Cartas Apostólicas.
Em seu pontificado, fortaleceu a fé da Igreja promulgando o Catecismo da Igreja Católica. Promoveu um intenso itinerário de vida espiritual com o Ano da Redenção, o Ano Mariano, o Ano da Eucaristia e o Jubileu do Ano 2000 e criou as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), aproximando a Igreja dos jovens.
O primeiro milagre do Papa João Paulo II foi o da irmã francesa Marie Simon-Pierre, que ficou curada da doença de Parkinson. Com ele, teve início o processo de canonização de João Paulo II. O pontífice polonês foi proclamado beato pelo Papa emérito Bento XVI em 1º de maio de 2011, na Praça de São Pedro.
A Igreja Católica celebra a memória litúrgica de João Paulo II no dia 22 de outubro, data que assinala o dia de início de pontificado do Papa em 1978.
Angelo Giuseppe Roncalli, o Papa João XXIII, nasceu em 1881 na localidade de Sotto il Monte, Bergamo, onde foi pároco e professor no seminário, secretário do bispo e capelão do exército durante a I Guerra Mundial.
João XXIII iniciou a sua carreira diplomática como visitador apostólico na Bulgária, de 1925 a 1935; foi depois delegado apostólico na Grécia e Turquia, de 1935 a 1944, e Núncio Apostólico na França, de 1944 a 1953.
Em 1953, Angelo Roncalli foi nomeado Patriarca de Veneza e no dia 28 de outubro de 1958 foi eleito Papa, sucedendo a Pio XII. Aos 77 anos, em 1962, João XXIII, resolveu “arejar” a Igreja e inaugurou o Concílio Vaticano II. Morreu um ano depois.
“O Papa bom” foi declarado beato por João Paulo II no dia 3 de setembro de 2000. Seu processo de canonização tem uma particularidade considerada rara na história da Igreja: ficou isento do reconhecimento de um segundo milagre - condição necessária para que um beato seja elevado a santo.
A decisão foi tomada durante o consistório ordinário público convocado especialmente para aprovar as causas de canonização dos dois pontífices. A celebração teve início às 10h (horário de Roma), e contou com a presença dos cardeais presentes em Roma. Dentre eles, dois brasileiros: Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, e Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.
A decisão de unir no mesmo dia a canonização dos seus dois predecessores foi explicada pelo Papa Francisco, em julho passado, como uma mensagem para a Igreja, porque os "dois são bons, são dois bons".
Karol Jozef Wojtyla foi eleito Papa no dia 16 de outubro de 1978. Nasceu em Wadowice (Polônia), em 18 de maio de 1920, e morreu no Vaticano, em 2 de abril de 2005.
Em quase 27 anos de pontificado, João Paulo II escreveu 14 Encíclicas, 15 Exortações Apostólicas, 11 Constituições Apostólicas e 45 Cartas Apostólicas.
Em seu pontificado, fortaleceu a fé da Igreja promulgando o Catecismo da Igreja Católica. Promoveu um intenso itinerário de vida espiritual com o Ano da Redenção, o Ano Mariano, o Ano da Eucaristia e o Jubileu do Ano 2000 e criou as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), aproximando a Igreja dos jovens.
O primeiro milagre do Papa João Paulo II foi o da irmã francesa Marie Simon-Pierre, que ficou curada da doença de Parkinson. Com ele, teve início o processo de canonização de João Paulo II. O pontífice polonês foi proclamado beato pelo Papa emérito Bento XVI em 1º de maio de 2011, na Praça de São Pedro.
A Igreja Católica celebra a memória litúrgica de João Paulo II no dia 22 de outubro, data que assinala o dia de início de pontificado do Papa em 1978.
Angelo Giuseppe Roncalli, o Papa João XXIII, nasceu em 1881 na localidade de Sotto il Monte, Bergamo, onde foi pároco e professor no seminário, secretário do bispo e capelão do exército durante a I Guerra Mundial.
João XXIII iniciou a sua carreira diplomática como visitador apostólico na Bulgária, de 1925 a 1935; foi depois delegado apostólico na Grécia e Turquia, de 1935 a 1944, e Núncio Apostólico na França, de 1944 a 1953.
Em 1953, Angelo Roncalli foi nomeado Patriarca de Veneza e no dia 28 de outubro de 1958 foi eleito Papa, sucedendo a Pio XII. Aos 77 anos, em 1962, João XXIII, resolveu “arejar” a Igreja e inaugurou o Concílio Vaticano II. Morreu um ano depois.
“O Papa bom” foi declarado beato por João Paulo II no dia 3 de setembro de 2000. Seu processo de canonização tem uma particularidade considerada rara na história da Igreja: ficou isento do reconhecimento de um segundo milagre - condição necessária para que um beato seja elevado a santo.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Beatos João XXIII e João Paulo II serão canonizados
Caros leitores, nesta sexta-feira foi anunciado que os Beatos João Paulo II e João XXIII serão canonizados. O Papa Francisco confirmou a canonização de João Paulo II após o reconhecimento de seu segundo milagre. Já o Beato João XXIII não precisou de um segundo milagre. Papa Francisco alegou que João XXIII deve ser canonizado pelo bem que fez à Igreja. A data para a canonização dos beatos ainda não foi confirmada, mas especula-se que seja no final do ano. Juntamente com os dois papas, serão beatificados alguns servos de Deus. O Papa Francisco autorizou a promulgação dos seguintes milagres:
- o milagre atribuído à intercessão do Beato João Paulo II (Karol Wojtyła) nascido em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920 e morto, em Roma, no dia 2 de abril de 2005;
- o milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Alvaro del Portillo y Diez de Sollano, Bispo Prelado do Opus Dei, nascido em Madri, em 11 de março de 1914, e morto em 23 de março de 1994, em Roma;
- o milagre atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Esperança de Jesus (Maria Giuseppa Alhama Valera), fundadora das Congregações das Servas do Amor Misericordioso e dos Filhos do Amor Misericordioso, nascida em Santomera, na Espanha, em 29 de setembro de 1893 e morta em Collavalenza, na Itália, em 8 de fevereiro de 1983;
- o martírio do Servo de Deus Giuseppe Guardiet y Pujol, sacerdote diocesano, nascido em Manlleu, Espanha, em 21 de maio de 1879 e morto por ódio à fé, na Espanha, em 3 de agosto de 1936;
- o martírio dos Servos de Deus Maurizio Íñiguez de Heredia e 23 Companheiros da Ordem São João de Deus, mortos por ódio à fé, na Espanha, em 1936 e 1937.
- o martírio dos Servos de Deus Fortunato Velasco Tobar e 13 Companheiros da Congregação da Missão, mortos por ódio à fé na Espanha de 1934 a 1936;
- o martírio das Servas de Deus Maria Assunta (Giuliana González Trujillano) e 2 companheiras, religiosas professas da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor; mortas por ódio à fé na Espanha em 1936;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Nicola D'Onofrio, clérigo professo da Ordem dos Clérigos Regulares de Ministros dos Enfermos (Camilianos), nascido em Villamagna, na Itália, em 24 de março de 1943 e morto no dia 12 junho de 1964, em Roma;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Bernardo Filippo (Giovanni Fromental Cayroche), irmão professo do Instituto das Escolas Cristãs, Fundador das Hermanas Guadalupanas de La Salle, nascido em Chauvets-Servières, na França, em 27 de junho de 1895 e morto em Cidade do México (México), em 5 de dezembro de 1978;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Isabel da Santíssima Trindade (Maria Isabel Picão Caldeira viúva Carneiro), Fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas, nascida em Monte do Torrão (Portugal) em 1° de fevereiro de 1889 e morta em Lisboa (Portugal), em 3 de julho de 1962;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Carmen Rendiles Martínez, Fundadora das Servas de Jesus, conhecidas como Siervas de Jesús de Venezuela, nascida em Caracas, Venezuela, em 11 de agosto de 1903 e morta em 9 de maio de 1977;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Giuseppe Lazzati, leigo consagrado, nascido em Milão, na Itália, em 22 de junho de 1909 e morto em 18 de maio de 1986;
- o milagre atribuído à intercessão do Beato João Paulo II (Karol Wojtyła) nascido em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920 e morto, em Roma, no dia 2 de abril de 2005;
- o milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Alvaro del Portillo y Diez de Sollano, Bispo Prelado do Opus Dei, nascido em Madri, em 11 de março de 1914, e morto em 23 de março de 1994, em Roma;
- o milagre atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Esperança de Jesus (Maria Giuseppa Alhama Valera), fundadora das Congregações das Servas do Amor Misericordioso e dos Filhos do Amor Misericordioso, nascida em Santomera, na Espanha, em 29 de setembro de 1893 e morta em Collavalenza, na Itália, em 8 de fevereiro de 1983;
- o martírio do Servo de Deus Giuseppe Guardiet y Pujol, sacerdote diocesano, nascido em Manlleu, Espanha, em 21 de maio de 1879 e morto por ódio à fé, na Espanha, em 3 de agosto de 1936;
- o martírio dos Servos de Deus Maurizio Íñiguez de Heredia e 23 Companheiros da Ordem São João de Deus, mortos por ódio à fé, na Espanha, em 1936 e 1937.
- o martírio dos Servos de Deus Fortunato Velasco Tobar e 13 Companheiros da Congregação da Missão, mortos por ódio à fé na Espanha de 1934 a 1936;
- o martírio das Servas de Deus Maria Assunta (Giuliana González Trujillano) e 2 companheiras, religiosas professas da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor; mortas por ódio à fé na Espanha em 1936;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Nicola D'Onofrio, clérigo professo da Ordem dos Clérigos Regulares de Ministros dos Enfermos (Camilianos), nascido em Villamagna, na Itália, em 24 de março de 1943 e morto no dia 12 junho de 1964, em Roma;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Bernardo Filippo (Giovanni Fromental Cayroche), irmão professo do Instituto das Escolas Cristãs, Fundador das Hermanas Guadalupanas de La Salle, nascido em Chauvets-Servières, na França, em 27 de junho de 1895 e morto em Cidade do México (México), em 5 de dezembro de 1978;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Isabel da Santíssima Trindade (Maria Isabel Picão Caldeira viúva Carneiro), Fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas, nascida em Monte do Torrão (Portugal) em 1° de fevereiro de 1889 e morta em Lisboa (Portugal), em 3 de julho de 1962;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Carmen Rendiles Martínez, Fundadora das Servas de Jesus, conhecidas como Siervas de Jesús de Venezuela, nascida em Caracas, Venezuela, em 11 de agosto de 1903 e morta em 9 de maio de 1977;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Giuseppe Lazzati, leigo consagrado, nascido em Milão, na Itália, em 22 de junho de 1909 e morto em 18 de maio de 1986;
terça-feira, 2 de julho de 2013
Aproxima-se a canonização do Beato João Paulo II
A reunião plenária dos cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos aprovou nesta manhã o segundo milagre de João Paulo II, que abre as portas para sua canonização, ou seja, a proclamação oficial que o nomeará santo. Agora, falta apenas a assinatura do Papa Francisco.
O milagre foi realizado por Wojtyla no mesmo dia da canonização, em 1 de maio de 2011. O Vaticano ainda não divulgou a natureza do milagre, mas o jornal italiano Il Giornale diz que a cura inexplicável é de uma mulher da Costa Rica atingida por uma lesão cerebral grave.
Entretanto, o milagre seria duplo, uma vez que a família do paciente tinha perdido a fé por causa da dor do infortúnio, e teria recuperado ao ver a cura inexplicável.
A aprovação de hoje é o último passo antes da assinatura do decreto do Papa Francisco, que deverá convocar um Consistório em que anunciará oficialmente a data da canonização.
Quanto à data da canonização, os cardeais e bispos da Congregação, durante a reunião hodierna, mostraram certa preferência para o mês de dezembro, após a conclusão do Ano da Fé. E devemos ter em mente também que está pendente a data da canonização de João XXIII.
Fonte: Zenit
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Imagens da Santa Missa de Canonização dos novos santos
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| Procissão de entrada |
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| Ósculo |
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| Pedido de canonização feito pelo Cardeal Angelo Amato |
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| Momento da canonização |
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| Veneração da relíquia |
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| Deposição das relíquias |
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| Bênção para o Evangelho |
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| Proclamação do Evangelho em grego |
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| Bênção com o livro dos Evangelhos |
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| Liturgia Eucarística |
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| Saudação da Paz |
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| Comunhão |
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| Bênção final |
sábado, 11 de maio de 2013
Papa Francisco presidirá canonização de três novos santos
Caros leitores, neste domingo,
Solenidade da Ascensão no Brasil, o Papa Francisco celebrará a Santa Eucaristia
na Praça de São Pedro, na qual formalizará o Rito de Canonização de três novos
santos da Igreja Católica.
Beato Antonio Primaldo e Companheiros Mártires
O nome de Antonio Primaldo é o
único que chegou até nós, dentre todos os pescadores, artesãos, pastores e
agricultores de Otranto, assassinados pelo exército muçulmano simplesmente por
serem cristãos. Eles foram martirizados pelo Império Turco no dia 29 de julho
de 1480.
Beata Laura de Santa Catarina de Sena Montoya y Upegui
Laura Montoya nasceu em 26 de maio
de 1874, na Colômbia. Com 16 anos começou a frequentar a Escola Normal das
Institutoras, em Medellín. Nessa época já era órfã. Primeiramente trabalhou
como educadora e chegou a fundar uma organização. Converteu-se ao ver que “Deus
me prepara para ser a mãe de todos aqueles que não tem fé”. Trabalhou ardorosamente em favor dos pobres e
principalmente dos índios da América do Sul. Passou os últimos anos de sua vida
numa cadeira de rodas, devido a uma grave doença que afetou seu corpo. Depois
de uma longa agonia, morreu em 21 de outubro de 1949.
Beata Maria Guadalupe García Zavala
Fundadora da Congregação das Servas
de Santa Margarida Maria e dos Pobres, nasceu em Zapopan, México em 27 de abril
de 1878. Ficou conhecida por sua grande beleza e amizade e sobretudo por tratar
a todos com espírito de amor e serviço. Com 23 anos, estava pronta para se
casar, mas sentiu em seu coração que deveria se consagrar ao Senhor. Tornou-se
religiosa e dedicou sua vida ao cuidado dos pobres e dos enfermos.. Morreu em
24 de junho de 1963, Solenidade de São João Batista e foi beatificada pelo Papa
João Paulo II em 2005.
Louvemos ao Senhor por estes novos
intercessores, que nos ajudam nos céus!
Deo gratias!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Homilia do Papa na Missa de Canonização dos novos Santos
Venerados irmãos,
Queridos irmãos e irmãs!
Hoje a Igreja escuta mais uma vez
estas palavras de Jesus, pronunciadas durante o caminho rumo a Jerusalém, onde
devia cumprir-se o seu mistério de paixão, morte e ressurreição. São palavras
que manifestam o sentido da missão de Cristo na terra, marcada pela sua
imolação, pela sua doação total. Neste terceiro domingo de outubro, no qual se
celebrar o Dia Mundial das Missões, a Igreja as escuta com uma intensidade
particular e reaviva a consciência de viver totalmente em um perene estado de
serviço ao homem e ao Evangelho, como Aquele que se ofereceu a si mesmo até o
sacrifício da vida.
Dirijo a minha cordial saudação a
todos vós, que encheis a Praça de São Pedro, nomeadamente as Delegações
oficiais e os peregrinos vindos para festejar os novos sete Santos. Saúdo com
afeto os Cardeais e Bispos que nestes dias estão participando da Assembléia
sinodal sobre a Nova Evangelização. É providencial a coincidência entre esta
Assembléia e o Dia das Missões; e a Palavra de Deus que acabamos de escutar se
mostra iluminadora para ambas. Esta nos mostra o estilo do evangelizador,
chamado a testemunhar e anunciar a mensagem cristã conformando-se a Jesus
Cristo, seguindo a Seu mesma vida.
O Filho do homem veio para servir
e dar a sua vida como resgate para muitos (cf. Mc 10,45)
Estas palavras constituíram o
programa de vida dos sete beatos que a Igreja hoje inscreve solenemente na
gloriosa fileira dos Santos. Com coragem heróica eles consumiram a sua
existência na consagração total a Deus e no serviço generoso aos irmãos. São
filhos e filhas da Igreja, que escolheram a vida do serviço seguindo o Senhor.
A santidade na Igreja teve sempre a sua fonte no mistério da Redenção, que já
prefigurava o profeta Isaías na primeira Leitura: o Servo do Senhor, o justo
que «fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas» (Is 53,11);
este Servo é Jesus Cristo, crucificado, ressuscitado e vivo na glória. A
celebração hodierna constitui uma confirmação eloquente dessa misteriosa realidade
salvífica. A tenaz profissão de fé destes sete discípulos generosos de Cristo,
a sua conformação ao Filho do Homem resplandece hoje em toda a Igreja.
Jacques Berthie, nascido em 1838,
na França, foi desde muito cedo um enamorado de Jesus Cristo. Durante o seu
ministério paroquial, desejou ardentemente salvar as almas. Ao fazer-se
jesuíta, queria percorrer o mundo para a glória de Deus. Pastor incansável na
Ilha de Santa Maria e depois em Madagascar, lutou contra a injustiça, levando
alívio para os pobres e enfermos. Os malgaxes o consideravam um sacerdote vindo
do céu, e diziam: Tu és o nosso “pai e mãe”! Ele se fez tudo para todos,
haurindo na oração e no amor do Coração de Jesus a força humana e sacerdotal
para enfrentar o martírio, em 1896. Morreu dizendo: «Prefiro antes morrer que
renunciar à minha fé». Queridos amigos, que a vida deste evangelizador seja um
encorajamento e um modelo para os sacerdotes, para que sejam homens de Deus
como ele o foi! Que o seu exemplo ajude os numerosos cristãos que são
perseguidos por causa da sua fé nos dias de hoje! Que a sua intercessão,
durante este ano da fé, produza frutos em Madagascar e no Continente africano!
Que Deus abençoe o povo malgaxe!
Pedro Calungsod nasceu
aproximadamente no ano 1654, na região de Visayas, nas Filipinas. Seu amor a
Cristo o inspirou a preparar-se como catequista com os missionários jesuítas da
região. Em 1668, junto com outros dois jovens catequistas, acompanhou o Padre
Diego Luiz de San Vitores para as Ilhas Marianas com o fim de evangelizar o
povo Chamorro. Nesse lugar, a vida era difícil e os missionários enfrentaram a
perseguição nascida da inveja e de calunias. Pedro, contudo, demonstrou uma
grande fé e caridade, e continuou catequizando os seus muitos convertidos,
dando testemunho de Cristo através de uma vida de pureza e dedicação ao
Evangelho. O seu desejo de ganhar almas para Cristo se sobrepunha a tudo, e
isso o levou a aceitar decididamente o martírio. Morreu no dia 2 de abril de
1672. Algumas testemunhas contaram que Pedro poderia ter fugido para um lugar
seguro, mas escolheu permanecer ao lado do Padre Diego. O sacerdote, antes de
ser morto, pôde dar a absolvição a Pedro. Que o exemplo e o testemunho corajoso
de Pedro Calungsod inspire o dileto povo das Filipinas a anunciar corajosamente
o Reino e ganhar almas para Deus!
Giovanni Battista Piamarta,
sacerdote da Diocese de Brescia, foi um grande apóstolo da caridade e da
juventude. Percebia a necessidade de uma presença cultural e social do
catolicismo no mundo moderno, por isso se dedicou ao progresso cristão, moral e
profissional das novas gerações, com a sua esplêndida humanidade e bondade.
Animado por uma confiança inabalável na Providência Divina e de um profundo
espírito de sacrifício, enfrentou dificuldades e fatigas para dar vida a
diversas obras apostólicas, entre as quais: o Instituto dos pequenos artesãos,
a Editora Queriniana, a Congregação masculina da Sagrada Família de Nazaré e a
Congregação das Humildes Servas do Senhor. O segredo da sua vida, intensa e
ativa, residia nas longas horas que ele dedicava à oração. Quando estava
sobrecarregado pelo trabalho, aumentava o tempo do encontro, de coração a
coração, com o Senhor. Demorava-se de muito bom grado junto do Santíssimo
Sacramento, meditando a paixão, morte e ressurreição de Cristo, para alcançar a
força espiritual e voltar a lançar-se, sempre com novas iniciativas pastorais,
à conquista do coração das pessoas, sobretudo dos jovens, para levá-los de
volta para as fontes da vida.
«Sobre nós venha, Senhor, a vossa
graça, pois, em vós, nós esperamos!» Com essas palavras, a liturgia nos convida
a fazer nosso este hino a Deus criador e providente, aceitando o seu plano nas
nossas vidas. Assim o fez Santa Maria del Carmelo Salles y Barangueras,
religiosa nascida em Vic, Espanha, em 1848. Vendo a sua esperança preenchida,
após muitas dificuldades, ao contemplar o progresso da Congregação das
Religiosas Concepcionistas Missionárias do Ensino, pôde cantar junto com a Mãe
de Deus: «Seu amor de geração em geração, chega a todos que o respeitam». A sua
obra educativa, confiada à Virgem Imaculada, continua a dar frutos abundantes
entre os jovens e através da entrega generosa das suas filhas que, como ela, se
confiam ao Deus que pode tudo.
Passo agora para Marianne Cope,
nascida em 1838 em Heppenheim, na Alemanha. Com apenas um ano de vida, foi
levada para os Estados Unidos, e em 1862 entrou na Ordem Terceira Regular de
São Francisco, em Siracusa, Nova Iorque. Mais tarde, como Superiora geral da
sua congregação, Madre Marianne abraçou voluntariamente a chamada para ir
cuidar dos leprosos no Havaí, depois da recusa de muitos. Ela partiu, junto com
seis irmãs da sua congregação, para administrar pessoalmente um hospital em
Oahu, fundando em seguida o Hospital Mamulani, em Maui, e abrindo uma casa para
meninas de pais leprosos. Cinco anos depois, aceitou o convite para abrir uma
casa para mulheres e meninas na Ilha de Molokai, partindo com coragem e,
encerrando assim seu contato com o mundo exterior. Ali, cuidou do Padre Damião,
então já famoso pelo seu trabalho heróico com os leprosos, assistindo-o até a
sua morte e assumindo o seu trabalho com os leprosos. Em uma época em que pouco
se podia fazer por aqueles que sofriam dessa terrível doença, Marianne Cope
demonstrou um imenso amor, coragem e entusiasmo. Ela é um exemplo luminoso e
valioso da melhor tradição de religiosas católicas dedicadas à enfermagem e do
espírito do seu amado São Francisco de Assis.
Kateri Tekakwitha nasceu no que
hoje é o Estado de Nova Iorque, em 1656, filha de pai Mohawk e de mãe Algoquin
cristã, que lhe transmitiu a fé no Deus vivo. Foi batizada aos 20 anos de
idade, para escapar da perseguição, se refugiou na Missão São Francisco Xavier,
perto de Montreal. Ali ela trabalhou, fiel às tradições culturais do seu povo,
embora renunciando as convicções religiosas deste, até a sua morte com 24 anos.
Levando uma vida simples, Kateri permaneceu fiel ao seu amor por Jesus, à
oração e à Missa diária. O seu maior desejo era saber e fazer aquilo que
agradava a Deus.
Kateri impressiona-nos pela ação
da graça na sua vida, carente de apoios externos, e pela firmeza na sua vocação
tão particular na sua cultura. Nela, fé e cultura se enriqueceram mutuamente!
Possa o seu exemplo nos ajudar a viver lá onde nos encontremos, sem renunciar
àquilo que somos, amando a Jesus! Santa Kateri, protetora do Canadá e primeira
santa ameríndia, nós te confiamos a renovação da fé entre os povos nativos e em
toda a América do Norte! Que Deus abençoe os povos nativos!
A jovem Anna Schäffer, de Mindelstetten,
quis entrar em uma congregação missionária. Nascida em uma família humilde, ela
conseguiu, trabalhando como doméstica, acumular o dote necessário para poder
entrar no convento. Neste emprego, sofreu um grave acidente com queimaduras
incuráveis nos seus pés, que a prenderam em um leito pelo resto da vida. Foi
assim que o seu quarto de enferma se transformou em uma cela conventual, e o
seu sofrimento, em serviço missionário. Inicialmente se revoltou contra o seu
destino, mas em seguida, compreendeu que a sua situação era uma chamada amorosa
do Crucificado para O seguisse. Fortalecida pela comunhão diária, tornou-se uma
intercessora incansável através da oração e um espelho do amor de Deus para as
numerosas pessoas que procuravam conselho. Que o seu apostolado de oração e de
sofrimento, de oferta e de expiação seja para os crentes de sua terra um
exemplo luminoso e que a sua intercessão fortaleça a atuação abençoada dos
centros cristãos de curas paliativas para doentes terminais.
Queridos irmãos e irmãs! Estes
novos Santos, diferentes pela sua origem, língua, nação e condição social,
estão unidos com todo o Povo de Deus no mistério de Salvação de Cristo, o
Redentor. Junto a eles, também nós aqui reunidos com os Padres sinodais,
provenientes de todas as partes do mundo, proclamamos, com as palavras do
salmo, que Senhor é «o nosso auxílio e proteção», e pedimos: «sobre nós venha,
Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos» (Sal 32,
20-22). Que o testemunho dos novos Santos, a sua vida oferecida generosamente
por amor a Cristo, possa falar hoje a toda a Igreja, e a sua intercessão possa
reforçá-la e sustentá-la na sua missão de anunciar o Evangelho no mundo
inteiro.
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