Caros leitores, no último domingo (08), Solenidade da Imaculada Conceição, o Papa Francisco esteve na Praça da Espanha em Roma, onde fez o tradicional ato de veneração à Virgem Imaculada. Seguem algumas imagens:
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Homilia do Papa Francisco no I Domingo do Advento
VISITA
PASTORAL À PARÓQUIA ROMANA
DE SÃO CIRILO ALEXANDRINO
HOMILIA DO PAPA
FRANCISCO
I
Domingo de Advento, 1° de
Dezembro de 2013
Na primeira Leitura ouvimos que o profeta Isaías nos fala de um caminho, dizendo que no fim dos dias, no final do caminho, o monte do Templo do Senhor permanecerá firme no cimo dos montes. E isto, para nos dizer que a nossa vida é um caminho: devemos caminhar por esta senda, para chegar ao monte do Senhor, ao encontro com Jesus. A coisa mais importante que pode acontecer a uma pessoa é encontrar Jesus: este encontro com Jesus que nos ama, que nos salvou, que deu a sua vida por nós. Encontrar Jesus! E nós caminhamos para encontrar Jesus.
Nós podemos formular esta pergunta: mas quando encontro Jesus? Somente no fim? Não, não! Encontramo-lo todos os dias. Mas como? Na oração! Quanto tu rezas, encontras Jesus. Quanto recebes a Comunhão, encontras Jesus nos Sacramentos. Quando levas o teu filho para o baptizar, encontras Jesus, recebes Jesus. E hoje, vós que recebeis a Crisma, também vós ides ao encontro de Jesus; em seguida, encontrá-lo-eis na Comunhão. «E então, Padre, depois da Crisma, adeus!», porque dizem que a Crisma se chama «o sacramento do adeus». Isto é verdade, ou não? Após a Crisma, nunca mais se vai à igreja: é verdade, ou não? ... Assim, precisamente assim! Mas também depois da Crisma, a vida inteira é um encontro com Jesus: na oração, quando vamos à Missa, e quando realizamos obras de bem, quando visitamos os doentes, quando ajudamos um pobre, quando pensamos no próximo, quando não somos egoístas, quando somos amáveis... em tudo isto encontramos sempre Jesus. E a vereda da vida é precisamente esta: caminhar ao encontro de Jesus.
E hoje, também para mim é uma alegria ter vindo aqui para me encontrar convosco, porque hoje todos juntos, na Missa, encontraremos Jesus e juntos percorremos um trecho do caminho.
Recordai sempre isto: a vida é um caminho. É um caminho! Um caminho para encontrar Jesus. No final e sempre. Uma senda onde não encontramos Jesus não é uma via cristã. É próprio do cristão encontrar Jesus, contemplá-lo, deixar-se fitar por Jesus, porque Ele olha para nós com amor, ama-nos deveras, gosta muito de nós e olha sempre para nós. Encontrar Jesus é também deixar-se olhar por Ele. «Mas Padre, tu sabes — um de vós poderia dizer-me — tu sabes que esta senda para mim é um caminho torpe, porque eu sou um grande pecador, cometi muitos pecados... como posso encontrar Jesus?». Mas tu sabes que as pessoas que Jesus mais procurava eram os maiores pecadores, e por este motivo repreendiam-no; e o povo, as pessoas que se julgavam justas, diziam: mas este não é um profeta verdadeiro, olha como está bem acompanhado! Andava com os pecadores... E Ele dizia: vim para aqueles que têm necessidade de saúde, que precisam de cura, e Jesus purifica-nos dos pecados. E no caminho, nós — todos pecadores, somos todos pecadores — até quando erramos, quando cometemos um pecado, Jesus vem e perdoa-nos. E este perdão, que recebemos na Confissão, é um encontro com Jesus. Encontremos sempre Jesus.
E procedamos na vida assim, como diz o profeta, rumo ao monte, até ao dia em que se realizar o encontro definitivo, quando pudermos fitar aquele olhar tão bonito, tão lindo, de Jesus! Nisto consiste a vida cristã: caminhar, ir em frente unidos, como irmãos, amando-nos uns aos outros. Encontrar Jesus. Vós, os nove, concordais? Vós desejais encontrar Jesus na vossa vida? Sim? Isto é importante na vida cristã. Hoje, com o selo do Espírito Santo, vós recebereis a força para percorrer este caminho, para ir ao encontro de Jesus. Sede corajosos, não tenhais medo! A vida é este caminho. E o presente mais bonito é encontrar Jesus. Em frente, ânimo!
E agora, vamos adiante com o Sacramento da Crisma!
Imagens da Santa Missa celebrada pelo Papa Francisco no I Domingo do Advento
Caros leitores, no último dia 01 de dezembro o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Paróquia São Cirilo de Alexandria, em Roma, durante sua visita pastoral. Na mesma celebração, o Santo Padre administrou o Sacramento da Confirmação para alguns jovens.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Homilia do Papa nas I Vésperas do Advento
CELEBRAÇÃO
DAS VÉSPERAS
COM A PARTICIPAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS DE ROMA
COM A PARTICIPAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS DE ROMA
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica
Vaticana
I Domingo de Advento - Sábado, 30 de Novembro de 2013
I Domingo de Advento - Sábado, 30 de Novembro de 2013
Renova-se hoje o tradicional encontro do Advento
com os estudantes das Universidades desta diocese, aos quais se unem os
Reitores e os Professores dos Ateneus romanos e italianos. A todos saúdo
cordialmente: o Cardeal Vigário, os Bispos, o Presidente da Câmara municipal,
as várias Autoridades académicas e institucionais, os Assistentes das Capelanias
e dos Grupos universitários. Saúdo de modo especial a vós, queridos
universitários e universitárias.
Os votos que são Paulo dirige aos cristãos de
Tessalonica, para que Deus os santifique até à
perfeição, demonstra por um lado a sua preocupação pela santidade de
vida deles, que está em perigo, e por outro, uma grande confiança na
intervenção do Senhor. Esta preocupação do Apóstolo é válida também para nós,
cristãos de hoje. Com efeito, a plenitude da vida cristã que Deus realiza nos
homens está sempre insidiada pela tentação de ceder ao espírito mundano. Por
isso, Deus doa-nos a sua ajuda mediante a qual podemos perseverar e preservar
os dons que o Espírito Santo nos concedeu, a vida nova no Espírito que Ele nos
dá. Conservando esta «linfa» saudável da nossa vida, todo o nosso ser,
espírito, alma e corpo, se conserva
irrepreensível e integérrimo. Mas
por que deve Deus, depois de nos ter concedido os seus tesouros espirituais,
intervir de novo para os manter íntegros? Esta é uma pergunta que nos devemos
fazer. Porque somos débeis — a nossa natureza humana é frágil e os dons de Deus
são conservados em nós como que em «vasos de barro» (cf. 2 Cor 4, 7).
A intervenção de Deus a favor da nossa
perseverança até ao fim, até ao encontro definitivo com Jesus, é expressão da
sua fidelidade. É como um diálogo entre a nossa debilidade e a sua fidelidade.
Ele é forte na sua fidelidade. E Paulo dirá, noutra parte, que ele — o próprio
Paulo — é forte na sua debilidade. Porquê? Porque está em diálogo com aquela
fidelidade de Deus. E esta fidelidade de Deus nunca desilude. Ele é fiel antes
de tudo a si mesmo. Portanto, a obra que iniciou em cada um de nós, com a sua
chamada, levá-la-á a cumprimento. Isto dá-nos segurança e grande confiança: uma
confiança que se baseia em Deus e exige a nossa colaboração activa e corajosa,
diante dos desafios do momento presente. Vós sabeis, queridos jovens
universitários, que não se pode viver sem olhar para os desafios, sem enfrentar
os desafios. Quem não considera os desafios, quem não responde aos desafios,
não vive. A vossa vontade e as vossas capacidades, unidas ao poder do Espírito
Santo que habita em cada um de vós desde o dia do Baptismo, permitem que sejais
não espectadores, mas protagonistas dos acontecimentos quotidianos. Por favor,
não olheis para a vida da varanda! Misturai-vos lá, onde estão os desafios, que
vos pedem ajuda para levar em frente a vida, o desenvolvimento, a luta pela
dignidade das pessoas, a luta contra a pobreza, a luta pelos valores e tantas
lutas com que nos deparamos todos os dias.
São diversos os desafios que vós jovens
universitários estais chamados a enfrentar com fortaleza interior e audácia
evangélica. Fortaleza e audácia. O contexto sociocultural no qual estais
inseridos por vezes se sobrecarrega de mediocridade e tédio. Não devemos
resignar-nos à monotonia do viver quotidiano, mas cultivar projectos de amplo
alcance, ir além do ordinário: não vos deixeis roubar o entusiasmo juvenil!
Seria um erro deixar-se aprisionar pelo pensamento débil e pelo pensamento
uniforme, aquele que homologa, assim como por uma globalização no sentido de
homologação. Para superar estes riscos, o modelo que se deve seguir não é a
esfera. O modelo a seguir na verdadeira globalização — que é boa — não é a
esfera, na qual é nivelada qualquer saliência e desaparece qualquer diferença;
o modelo é ao contrário o poliedro, que inclui uma multiplicidade de elementos
e respeita a unidade na variedade. Ao defender a unidade, defendemos também a diversidade.
Caso contrário, aquela unidade não seria humana.
Com efeito, o pensamento é fecundo quando é
expressão de uma mente aberta, que discerne, sempre iluminada pela verdade,
pelo bem e pela beleza. Se não vos deixardes condicionar pela opinião predominante,
mas permanecerdes fiéis aos princípios éticos e religiosos cristãos,
encontrareis a coragem até de ir contra a corrente. No mundo globalizado,
podereis contribuir para salvar peculiaridades e características próprias,
contudo procurando não diminuir o nível ético. De facto, a pluralidade de
pensamento e de individualidade reflecte a sabedoria multiforme de Deus quando
se aproxima da verdade com honestidade e rigor intelectual, quando se aproxima
da bondade, quando se aproxima da beleza, de modo que cada um possa ser um dom
em benefício de todos.
O compromisso de caminhar na fé e de vos
comportar de maneira coerente com o Evangelho vos acompanhe neste tempo do
Advento, para viver de modo autêntico a comemoração do Natal do Senhor. Pode
servir-vos de ajuda o lindo testemunho do beato Pier Giorgio Frassati, o qual —
universitário como vós — dizia: «Viver sem uma fé, sem um património para
defender, sem apoiar numa luta contínua a verdade, não é viver mas envelhecer.
Nunca devemos ir vivendo. Nunca devemos ir vivendo, mas devemos viver» (Carta
a I. Bonini, 27.2.1925).
Obrigado, e bom caminho rumo a Belém!
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